Uma mini dose de LSD antes da reunião? Foto: Pexels.

Justin Zhu, CEO e fundador da Iterable, foi demitido pelo board da startup de soluções para marketing digital depois de participar de uma reunião sobre os efeitos de uma pequena dose de LSD.

A saída foi comunicada aos funcionários nesta segunda-feira, 26. A nota não chega a especificar os motivos. Fundada em 2013, a Iterable é avaliada em US$ 2 bilhões.

Quem fez isso foi o próprio Zhu, que disse à Bloomberg que o motivo foi o consumo de pequenas quantidades de LSD, prática conhecida como “microdosing”, incluindo em uma reunião com o board em 2019.

Não fica muito claro porque a Iterable tomou a decisão só agora, em 2021, nem em que ponto a empresa soube que Zhu usava LSD no trabalho.

A prática pode passar despercebida, porque a ideia do microdosing é aumentar a capacidade de concentração e estimular o pensamento criativo, tomando uma dose entre 1/10 e 1/20 da que produz as alucinações associadas normalmente com o consumo de LSD.

A ideia de tomar pequenas doses de alucinógenos no ambiente de trabalho parece ser uma herança da era hippie, que teve em São Francisco o seu epicentro nos anos 60.

Não por acaso, Steve Jobs, personagem que encarnou em seu momento a conflação da contracultura dos anos 60 com o empreendedorismo tecnológico nos anos 90, era um defensor do LSD, afirmando ao seu biógrafo ter tido sob efeito da droga “uma das experiências mais importantes da sua vida”.