NADA MAL

GFT bomba no Brasil, crescendo 44% em euro

29/04/2021 13:37

A subsidiária brasileira cresce 44% e já responde por um décimo da receita mundial.

Marco Santos, presidente da GFT para EUA e América Latina.

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A GFT Brasil aumentou seu faturamento em euros no Brasil em 44% no ano passado, atingindo um total de € 48,95 milhões, o que, pelo câmbio atual do euro, é hoje R$ 317 milhões.

O resultado é ainda mais notável tendo em conta que 2020 foi um ano de grande desvalorização do real frente ao euro: o valor, que girava em torno de R$ 4,50 durante 2019, passou dos R$ 6 em maio de 2020 e nunca mais baixou.

Assim, a GFT Brasil teve que faturar consideravelmente mais em reais para obter o resultado em euros. A subsidiária brasileira passou a representar 11% das receitas mundiais, contra 8% em 2019.

O faturamento total da GFT, que tem sede na Alemanha e atua principalmente em desenvolvimento de software no setor financeiro como Deutsche Bank e Barclays, chegou a € 444,85 milhões, um crescimento de 4%.

O crescimento no Brasil se refletiu no time total no país, que chegou a 1.537 colaboradores em 31 de dezembro de 2020, um crescimento anual de 61%.

Para Marco Santos, presidente da GFT para EUA e América Latina, os números da operação brasileira demonstram a elevada demanda por digitalização no país e também a modernização do sistema financeiro nacional com adoção de novas soluções, como o Open Banking e o Pix.

“Já estamos com mais de 400 vagas abertas neste primeiro trimestre de 2021 e a expectativa é de acelerar fortemente a criação de empregos no Brasil”, afirma Santos.

São números significativos, uma vez que a GFT soma 4 mil funcionários em 15 países.

Os bons resultados se refletiram na posição de Santos dentro da GFT.

Em março, o executivo brasileiro assumiu o comando da operação da multinacional alemã para os Estados Unidos. 

Em janeiro do ano passado, Santos já havia se tornado integrante do conselho executivo da multinacional alemã em nível mundial.

A GFT abriu sua operação no Brasil em 2006 em Sorocaba, no interior paulista, com objetivo de ser um centro de desenvolvimento offshore.

A partir de 2011, a empresa  passou a focar mais no mercado local (foi um movimento comum de muitas empresas com centros de off shore), decolando no país desde então: o faturamento cresceu 15 vezes. Santos assumiu em 2012.

Em 2016, a empresa registrou um aumento de 157% em seu faturamento no Brasil, a maior alta entre as unidades do grupo no mundo. 

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