CRIPTOGRAFIA

Escola do MPU sofre ataque cibernético

29/04/2022 14:30

A própria instituição informou o incidente, que afeta seus sistemas desde a última quarta-feira, 27.

Foto: Pixabay.

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A Escola Superior do Ministério Público da União (ESMPU), localizada em Brasília, comunicou ter sofrido um ataque cibernético na manhã da última quarta-feira, 27, que permite a criptografia de dados quando os seus computadores são ligados.

“Por questão de segurança, todas as máquinas da Escola foram desligadas, bem como as saídas de rede, para evitar que houvesse propagação do vírus, deixando a Escola ‘offline’", informou a instituição em suas redes sociais.

Enquanto isso, a dimensão do dano está sendo investigada pela equipe da Secretaria de Tecnologia da Informação (STI), servidores da área de TI de outros ramos do MPU e representantes das empresas prestadoras de serviços como firewall, backup e segurança de dados.

Na tarde desta sexta-feira, 29, a situação persiste, inclusive com instabilidade no site da Escola. Os cursos a distância programados para os últimos dias tiveram as aulas adiadas. 

A ESMPU é responsável pela capacitação e pelo aperfeiçoamento funcional de membros e servidores do Ministério Público da União (MPU), atuando na promoção de atividades acadêmicas e de extensão, no apoio a pesquisas científicas, na edição de publicações e no desenvolvimento de projetos.

O ataque parece não ter atingido o restante do MPU, organização que compreende o Ministério Público Federal (MPF), o Ministério Público do Trabalho (MPT), o Ministério Público Militar (MPM), o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) e os Ministérios Públicos dos Estados (MPE).

O judiciário, por sua vez, foi um alvo frequente de cibercriminosos nos últimos meses. Na lista de atacados, estão o Supremo Tribunal Federal (STF), o Superior Tribunal de Justiça (STJ), o Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região e o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS).

A área de educação também tem estado na mira dos hackers. Em março deste ano, o Grupo Marista, controlador de organizações como PUCPR, Colégios Maristas e Hospital Marcelino Champagnat, também sofreu um ataque cibernético e teve que interromper seus sistemas.

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