ATM da Saque e Pague. Foto: divulgação.

A Saque e Pague, rede de caixas multisserviços sediada em Porto Alegre, acaba de adquirir 50 terminais de autoatendimento da multinacional japonesa OKI.

A encomenda representa uma pequena parte dos 1 mil caixas que a Saque e Pague pretende instalar em 2016, número que deve dobrar no ano que vem.

Em maio, a Saque e Pague fechou uma encomenda de 30 ATMs da gaúcha Perto. Ao que parece, a empresa decidiu diversificar seus fornecedores de ATMs.

Até pouco tempo atrás, todos os equipamentos eram comprados da pela Diebold, que possui cerca de 44% do mercado de caixas eletrônicos no Brasil e trabalha com todos os principais bancos do país.

A Saque e Pague já fornece caixas para os bancos estaduais do Espírito Santo, Rio Grande do Sul, Sergipe e Pará. Além dos bancos, outra frente são acordos fechados diretamente com estabelecimentos.

“A Saque e Pague é um parceiro estratégico para expandir e consolidar a adoção de equipamentos com a tecnologia de reciclagem de notas no Brasil”, afirma Wilton Ruas, presidente e CEO da OKI Brasil.

Todos os caixas da Saque e Pague tem a funcionalidade de receber notas soltas para pagamentos, que logo depois podem ser repassadas para clientes fazendo saques.

Além disso, os terminais estão disponíveis para os usuários em redes de combustíveis, lojas de conveniências, varejo e correspondentes bancários.

Ao todo, a empresa tem cerca de 400 caixas em operação.

Para um estabelecimento como um posto de gasolina, por exemplo, colocar seu dinheiro físico num caixa da Saque e Paque significa se livrar da responsabilidade de gerenciar a segurança do numerário.

A Saque e Pague tem feito acordos para dotar os caixas de serviços que outros players não oferecem.

Eles vão desde a possibilidade de fazer depósitos nas contas do Vivo Zuum, serviço de pagamentos móveis criado pela Vivo e Mastercard, até a transferência de dinheiro para contas correntes para pessoas que não tem elas mesmas uma conta bancária (um contingente de 55 milhões no país).

O uso de caixas com a capacidade de reciclar células já é discutido entre bancos brasileiros há uma década, mas nunca decolou.

A companhia é o novo empreendimento de tecnologia do no grupo Ernesto Corrêa, que em 2014 fechou a venda da processadora de cartões GetNet para o Santander por R$ 1 bilhão.

Além do cacife de Correa, a Saque e Pague reforçou seu posicionamento vendendo no final de agosto do ano passado 40% da empresa para a Stefanini.

Segundo Givanildo da Luz, presidente da Saque e Pague, a aliança vai agregar ao portfólio Saque e Pague um leque de produtos inovadores que a Stefanini possui, tais como o processo de compensação de cheques por imagem, BPO e telecom.