Tempo fechado para as operadoras. Foto: flickr.com/photos/drakars_nest

Diretores de tecnologia não querem saber de contratar serviços de computação em nuvem de operadoras de telecomunicações.

Pelo menos, é o que aponta um estudo da Frost & Sullivan com 121 diretores de tecnologia de médias e grandes empresas do país, no qual as telcos ficam na lanterninha quando o assunto é cloud.

As teles detém a confiança de apenas 30% dos entrevistados – enquanto 20%, um em cada cinco, sustentou que não confiaria no serviço fornecido pelas operadoras.

A liderança do ranking é das fornecedores do ramo especializado em datacenters são os preferidos. Eles aparecem citados por 70% dos entrevistados, sendo que apenas 3% responderam que não confiam nesse tipo de fornecedor.

Em seguida aparecem o que foram chamadas de “empresas globais de TI”. Elas contam com a confiança de 65% dos executivos entrevistados pela Frost & Sullivan, sendo que apenas 5% rejeitaram a ideia de contratar uma delas.

“A barreira de conectividade é um ponto extremamente relevante para a escolha do fornecedor. Mas, curiosamente, as teles, que tem a conectividade, são as que aparecem com maior índice de rejeição ou baixa percepção de capacidade para oferecer computação em nuvem”, avalia o analista de TIC responsável pela pesquisa, Bruno Tasco.

As operadoras já sentiram as dificuldades do mercado e começaram a reagir, buscando agregar mais poder de fogo consultivo às suas ofertas de nuvem.

Em março a Oi, que havia lançado sua oferta  Oi Smart Cloud com investimentos de R$ 30 milhões no começo de 2012,  anunciou uma parceria com a Go2Next, empresa paulista especializada no ramo.