Mineração de calcário é um dos negócios da Calpar. Foto: Jenoche / Shutterstock

O grupo paraense Calpar, dono de quatro empresas nos segmentos de mineração, agropecuária, agroindústria e metal mecânica, migrou suas soluções de gestão para o Totvs 11.

O projeto começou em fevereiro e deve ser entregue até o começo de 2015.

Em nota, a Totvs não informa quais são as soluções sobre as quais está sendo feito o upgrade, dizendo apenas que o relacionamento entre as empresas data da década de 90.

Pelas datas e prazos do projeto, é fácil supor que a empresa usava softwares da Datasul ou Microsiga, ou mesmo uma combinação das duas. 

Segundo a nota, 150 colaboradores são usuários frequentes do sistema, incluindo funções as ferramentas de gestão Ambiental, agrícola e colaboração.

“A nova versão da solução é mais dinâmica e conta com melhorias frequentes e lançamentos de novos módulos a todo o momento. Por ser um produto em constante atualização, utilizaremos sempre a versão mais recente da solução”, resume Paulo Bertolini, diretor da Calpar.

A migração de solução de gestão na Calpar – upgrade, como prefere tratar a Totvs – é mais uma anunciada pela empresa na base de clientes da região Sul nos últimos meses, principalmente na base de clientes Datasul.

Em julho, a Soprano, maior produtora de fechaduras da América Latina, sediada em Farroupilha, na Serra Gaúcha, migrou o sistema de gestão da Datasul versões EMS2.06 e EMS5.06, para o Totvs 11.   

Nos últimos meses, a Totvs-RS divulgou migrações similares em uma série de empresas gaúchas: na beneficiadora de soja Grupo Bremil, na Keko, fabricante de acessórios para personalização de veículos automotores e na Piá, cooperativa gaúcha da área de laticínios.

O maior projeto do gênero, no entanto, foi a migração de parte do Datasul EMS 204 na Grendene, uma das maiores clientes da Totvs no país. São 3 mil usuários.

Empresas como a Grendene, com faturamento de R$ 2,7 bilhões em 2013, são a parte da antiga base Datasul que é mais assediada pela SAP.  

Em alguns casos, a multincional alemã foi bem sucedida no seu assédio. A Kepler Weber, a maior empresa brasileira do setor de armazenagem, beneficiamento e movimentação de grãos, está no processo de trocar seu Datasul por SAP.

A mesma coisa foi feita anos atrás na fabricante de estruturas metálicas Medabil e na Hering, uma das maiores confecções do país. 

Segundo dados de uma pesquisa feita pela Fundação Getúlio Vargas (EAESP-FGV) até o final de 2013, a Totvs dominou a faixa que envolve empresas que possuem entre 170 e 700 teclados, com 41% de participação, ante 24% da SAP, 17% da Oracle e 18% de outras empresas.

Quando a faixa muda para empresas com mais de 700 teclados, a empresa alemã passa a ser a líder, pouco mais da metade do mercado, 52%, contra 21% da Oracle, 20% da Totvs e 7% de oturas empresas.