Drone do projeto Wing. Foto: divulgação.

Não é só a Amazon que tem projetos para desenvolver sistemas de entrega usando drones. O Google X, divisão de pesquisa e inovação do Google, está testando na Austrália a sua versão para entrega automatizadas com veículos aéreos não tripulados.

Segundo destaca o Financial Times, o projeto Wing, codinome dado para a iniciativa, é mais um exemplo das ambições da empresa de Mountain View para além de seus negócios web. O uso de drones se junta a outras iniciativas como as de carros autônomes, balões com acesso wi-fi (projeto Loon) e wearables (Glass).

Cerca de trinta entregas via vôo foram feitas em Queensland, no nordeste do país, envolvendo artigos como kits de primeiros socorros, garrafas de água e chocolates, com vôos autônomos de até 1 quilômetro.

“Self-flying vehicles could open up entirely new approaches to moving things around – including options that are faster, cheaper, less wasteful, and more environmentally sensitive than the way we do things today,” Google said.

Os primeiros protótipos do projeto Wing medem 1,5m de largura por 0,8m de altura, em uma estrutura híbrida com asas e rotores para sua aerodinâmica. Os drones são capazes de boar a até 60 metros de altura.

Diferentemente da Amazon, que sugeriu o uso dos drones para entrega de produtos, o Google deu exemplos como entregas de emergência em regiões de difícil acesso.

Entretanto, assim como a da empresa de e-commerce, a tecnologia da gigante das buscas ainda está em testes e esbarra em diversas limitações nos Estados Unidos.

A legislação de aviação norte-americana ainda mantém restrito o uso de drones no país, principalmente na área comercial. A preocupação com a liberação do uso de VANTs para empresas é a segurança, devido à possível problemas de espaço aéreo e uso de frequências.

Para o próximo ano, o foco do Google é investir na busca deste "padrão seguro", desenvolvendo tecnologias de navegação precisa.

No caso da Amazon, o uso de drones - chamado de Prime Air - foi apresentado em um comercial no final de 2013. No entanto, conforme declarou o CEO da empresa, Jeff Bezos, é uma tecnologia que só deve se consolidar em cerca de cinco anos. Para o Google, não deve ser diferente.

"Levará mais alguns anos para que tenhamos um sistema pronto", afirmou a companhia em nota sobre o projeto Wing.