Uma cena de um passado distante. Foto: Pexels.

A pandemia COVID-19 paralisou o mundo e afetou de forma significativa praticamente todos os setores, entre os quais a indústria do entretenimento. A situação, totalmente inesperada, resultou em prejuízos significativos na economia mundial e obrigou a uma readaptação de diversos serviços. Os novos tempos contribuem para o crescimento das novas formas de consumo e obrigam a indústria do entretenimento a procurar alternativas no sentido de atender as necessidades dos clientes nesse contexto totalmente distinto. 

O isolamento social 

Por forma a conter a propagação do vírus e diminuir os riscos de contágio, vários países decretaram medidas de isolamento social. Milhões se refugiaram em casa, apenas os serviços essenciais seguiram abertos. A indústria do entretenimento, essa, sofreu avultados prejuízos: salas de espetáculos e cinemas foram encerrados, concertos cancelados, produções de filmes interrompidas em um cenário… digno de filme. A situação levou a uma necessária reflexão e posterior reação, como não poderia deixar de ser. Um dia, o publicitário Nizan Guanaes referiu “enquanto eles choram, eu vendo lenços”. Em contexto pandémico, houve quem levasse essa afirmação bem a sério e, ao invés de vender lenços, passou a produzir elementos que hoje fazem parte do quotidiano como máscaras ou álcool gel, a título de exemplo. Na indústria do entretenimento, se impôs enxergar novos meios de chegar ao público.

Na impossibilidade de se abrirem salas de espetáculos em um primeiro momento derivado de atravessarmos um período de isolamento social, foram várias as iniciativas levadas a cabo por streaming, com transmissão em direto na web, sobretudo nas redes sociais. Artistas, salas de espetáculos e clubes noturnos procuraram levar a cultura até casa, entrando no quotidiano através da web. Podcasts, webinars, lives e o consumo em plataformas de streaming estiveram na ordem do dia. A generalidade do desporto parou e essa foi mais uma oportunidade para verificar crescimento na indústria dos eSports, disponíveis no ProTipster. Em um segundo momento, após o famoso “lockdown”, as salas de espetáculos começaram abrindo com lotação limitada, por forma a cumprir com o dito distanciamento social. No entanto, essa não foi a única alternativa. Bem “à americana”, foram vários os concertos “drive in” com o público assistindo a concertos, por exemplo, a partir do carro. A indústria do cinema também sofreu danos significativos. Várias grandes produções foram interrompidas e segundo dados revelados pela empresa de pesquisa Ampere Analysis em junho desse ano, os prejuízos na indústria de entretenimento à escala global poderão ascender a 160 bilhões US$

Adaptação e adequação têm sido palavras de ordem nesses novos tempos.