Leandro de Lemos. Foto: Baguete.

A PUC-RS, através de sua Agência de Gestão de Empreendimentos (AGE) lançou nesta terça-feira, 29, o Programa de Aceleração de Empreendimentos (Proa), iniciativa para apoiar startups e spinoffs inovadoras de companhias já estabelecidas.

O Proa é uma iniciativa da universidade com o apoio do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), que liberará a sua linha de crédito BRDE Inova para as startups participantes.

Outro aspecto do programa lançado pela universidade é a participação de um grupo de 20 empresários do estado, que contribuirão com o desenvolvimento de metodologia de estímulo à inovação e ao empreendedorismo. 

PUC-RS, BRDE e empresários compõem o Conselho Gestor do Programa, que irá selecionar e apoiar as startups participantes.

O "time" de empresários que integra o programa é de respeito e conta com nomes como Alexandre Randon, Bruno Zaffari, Claudio Goldztein e Julio Motim Neto (Panvel) em suas fileiras.

Segundo Leandro de Lemos, diretor da AGE, estes empresários entrarão no programa com sua expertise em negócios, assim como também servirão como uma espécie de garantia simbólica para o BRDE liberar seus financiamentos.

O programa deve iniciar com cerca de doze empresas participantes, e não há restrição em relação ao segmento de inovação das empresas interessadas.

"Nosso propósito é abrir uma janela de oportunidades para novos empreendimentos de inovação, em diversas áreas, envolvendo o ecossistema do TecnoPUC, com o apoio do BRDE e a expertise de empresários locais", explica Lemos.

Segundo informações do BRDE, para receber financiamento do Inova, as empresas podem apresentar projetos na área de produtos de processos, passando por projetos de pesquisa até inovações organizacionais e de marketing.

De acordo com o banco, o programa disponibiliza linhas de crédito para projetos entre R$ 150 mil e R$ 10 milhões. No caso das iniciativas que o Proa pretende fomentar, ele avalia financiamentos de até R$ 300 mil por empresa.

"São valores em que nós temos maior flexibilidade para a liberação dos fundos", explica o presidente do BRDE, Carlos Henrique Horn. O período de carência é de 24 meses, com oito anos para quitação.

Embora o foco do Proa esteja em empreendimentos menores e iniciantes, Lemos não descarta a possibilidade de apoiar empresas de médio porte. Conforme explica o diretor, Lemos, o plano do Proa é prospectar boas oportunidades, propondo um mecanismo institucional de colaboração e apoio à inovação.

"Somos procurados diariamente por empreendedores, investidores e fundos de investimentos interessados em participar do ecossistema de inovação da Instituição. Com o Proa, queremos preencher esta lacuna", finaliza.