Alexandre Scaglia.

A CA, em conjunto com a ONG de ensino de programação para mulheres PrograMaria, está promovendo uma oficina de construção de sites voltado exclusivamente para público transsexual em São Paulo.

A oficina sobre linguagens HTML e CSS acontecerá durante o dia 09 de dezembro na Escola Senai de Informática, no bairro Santa Cecília.

A programação ainda conta com palestra da Daniela Andrade, analista programadora na ThoughtWorks e ativista pelos direitos transexuais no Brasil.

"Temos trabalhado com a PrograMaria em diversas ações que tem como objetivo transformar o mercado de TI, no qual a diversidade da população não está refletida", comenta Alexandre Scaglia, diretor de Comunicação e Responsabilidade Social Corporativa da CA Technologies para a América Latina.

A ação da CA é a primeira que a reportagem do Baguete tem notícia orientado para o público transsexual.

Nos últimos anos, as gigantes de TI tem colocado o tema de inclusão e diversidade como um dos pontos centrais das suas agendas de responsabilidade social corporativa. 

Em termos de RH, isso tem se refletido em campanhas para aumentar o número de mulheres na força de trabalho das empresas.

O maior case de sucesso de políticas nessa linha é o da ThoughtWorks Brasil, subsidiária brasileira da multinacional de desenvolvimento de software.

A ThoughtWorks Brasil tem 513 funcionários, dos quais 40% são mulheres. Na área de desenvolvimento, tradicionalmente um feudo masculino, são 162 desenvolvedoras (36% do total).

Esse número é muito acima da média de mercado, que gira em torno de 10% e representa o dobro do que a empresa tinha em 2013. 

A SAP, por exemplo, tem uma meta de ter 30% dos cargos de liderança ocupados por mulheres até o final de 2022. 

Outro dos pontos que tem se destacado na agenda é a inclusão de LGBTs.

Empresas como HP, Microsoft e Dell tem iniciativas focadas na área e essas duas últimas inclusive patrocinaram a participação de funcionários em paradas do orgulho gay no país.

No caso específico dos transsexuais, as empresas que tem mais se destacado são as de call center e terceirização de processos de negócios.

A Atento, a maior companhia setor, passou a permitir em 2014 que os funcionários escolham os nomes expostos nos seus crachás.

A liberação do chamado “nome social” é uma demanda de ONGs ligadas a transsexuais e travestis e visa eliminar os constrangimentos causados por nomes conflitantes com a aparência física.

Um ano depois, 180 dos mais de 90 mil funcionários da Atento optaram pelo nome social.

Não existem dados sobre isso, mas é um fato conhecido que a indústria de call center é um grande empregador de transsexuais e travestis.