A hipnose vem se consolidando como um método sério que pode ajudar no tratamento de várias patologias. Foto: Pexels.

Encarada erroneamente como algo mágico e, por muitas vezes, até misterioso, a hipnose vem se consolidando como um método sério que pode ajudar no tratamento de várias patologias e dependências e, quem diria, até na solução de crimes.

O Estado do Paraná, pioneiro na aplicação da hipnose em investigações criminais, começou a usar a técnica de forma experimental na década de 80 e já contabiliza mais de 800 crimes solucionados com o apoio da ferramenta. A partir da aplicação de métodos psicológicos, é possível fazer com que a vítima do crime se recorde de detalhes que podem ser fundamentais na elucidação do ocorrido, por exemplo.

Uma vez que os benefícios da técnica começaram a ser comprovados pelos profissionais da polícia, a hipnose popularizou-se nos consultórios de Curitiba. Transtornos psiquiátricos, como depressão e fobias, vêm sendo combatidos com êxito e de forma mais rápida com a ajuda da técnica. 

 

A HIPNOSE É MAIS COMUM DO QUE SE IMAGINA

Sabe quando você vai ao cinema e tem a sensação de que, ao invés das longas horas de duração do filme, se passaram apenas alguns minutos? Pois é, essa pode ser considerada uma forma leve de hipnose, uma espécie de auto-hipnotização que muitas vezes nem percebemos. 

O estado hipnótico que acontece nos consultórios é bem parecido com aquele que ocorre quando você fica absorvido por um livro ou filme. Ou seja, é um estado grande de atenção, onde o cérebro foca em uma única coisa e se desliga do resto.

Quando a hipnose é utilizada para tratar um problema físico ou psicológico, chamamos o processo de hipnose clínica ou de hipnoterapia. Nesse sentido, a técnica pode ser um coadjuvante no tratamento de diversos males, especialmente os de origem psicossomática, como ansiedade, fobia, dores crônicas ou agudas, compulsões e náuseas relacionadas à gestação ou a tratamentos quimioterápicos.

 

COMO FUNCIONA UMA SESSÃO DE HIPNOSE

Os métodos utilizados para hipnotizar são bem variados, e vão desde o popular “reloginho balançando” até a utilização de palavras suaves. Mas a lógica empregada é a mesma: é preciso prender a atenção da pessoa e reduzir seu grau de inibição.

Durante o estado hipnótico, o paciente pode ficar com o corpo relaxado, muitas vezes imóvel, como se estivesse dormindo. Mas é importante lembrar que a hipnose não é igual ao sono, o indivíduo não fica inconsciente e nem perde a noção do que está acontecendo.

É que durante a hipnose, a parte do cérebro chamada de neocórtex é privada das informações fornecidas pelo sistema límbico (que além de processar a dor também controla a memória e reações como desconfiança, vergonha e medo), e a consciência fica sem referências. Assim, o paciente é estimulado a lembrar detalhes de histórias e emoções do passado que foram total ou parcialmente esquecidas ou até mesmo bloqueadas pela mente. Algumas delas podem ser a chave para resolver traumas, fobias e outros problemas.

Em relação ao mito de “não voltar” do transe hipnótico, os especialistas são categóricos ao afirmar que isso não existe. O que pode acontecer, em alguns casos, é o paciente mergulhar tão fundo em uma determinada lembrança e não aceitar a sugestão de sair do transe. Nestes casos, o terapeuta o deixa por algum tempo no processo hipnótico e logo ele se transforma em sono de verdade, fazendo com que o paciente acorde naturalmente.

A duração da hipnoterapia varia de pessoa para pessoa, mas em geral o indicado é pelo menos uma sessão semanal, com duração de uma hora, por cerca de três meses.

 

HIPNOSE É COISA SÉRIA

Enquanto que o cinema e a literatura criam a ilusão de que a hipnose é um poder sobrenatural, na vida “real” a técnica já encontra respaldo científico e seus benefícios são encarados com muita seriedade. Tanto é verdade que ela está prevista e normatizada nos códigos de conduta de vários conselhos federais.

O Conselho Federal de Medicina reconhece desde 1999 a hipnose como ferramenta no tratamento de doenças crônicas. O Hospital das Clínicas de São Paulo, por exemplo, oferece a hipnoterapia como opção para tratar as dores decorrentes de determinadas doenças, como o câncer, e ainda como forma de psicoterapia no tratamento de transtornos psíquicos.

Logo em seguida, em 2000, o Conselho Federal de Psicologia aprovou e regulamentou o uso da hipnose como recurso auxiliar no trabalho do psicólogo.

Da mesma forma, o Conselho Federal de Odontologia regulamentou a hipnose em 2008. A partir daí, dentistas que fizerem um curso especial podem utilizar a ferramenta como complemento da anestesia.

Em relação aos Fisioterapeutas, a hipnose passou a ser reconhecida em 2010 pelo Conselho Federal de Fisioterapia e de Terapia Ocupacional. Juntas, hipnose e fisioterapia, podem alcançar melhores resultados no tratamento da dor, seja ela crônica ou aguda. 

 

HIPNOSE CURITIBA - A ESCOLHA DO PROFISSIONAL

Escolher um especialista em hipnose pode trazer inseguranças, sobretudo para quem procura um profissional por conta própria. Por isso é preciso tomar alguns cuidados para não ser iludido ou enganado pela chamada “hipnose de palco”.

Evite procurar terapeutas em grupos de Facebook, por exemplo, e priorize buscas em portais especializados, como o MundoPsicologos.com. Ao buscar por hipnose Curitiba,  recorra a um profissional sério e que comprove a capacitação para realizar o tratamento.

Além disso, antes de procurar por qualquer terapia alternativa, como é o caso da hipnose clínica, consulte sempre o seu médico de confiança.