Gilmar Batistela, fundador e CEO Global da Resource.

A Resource, integradora brasileira de TI, fechou o ano passado com uma receita de R$ 470 milhões, um crescimento de 20% em relação a 2017.

O atingido ficou um pouco acima dos 15% projetados inicialmente pela empresa.

Os números colocam a Resource de volta no caminho do crescimento: a empresa faturou R$ 435 milhões em 2015, patamar que não voltou a ser alcançado desde então.

A Resource patinou em 2016. Em meio à fase mais séria da crise econômica, a empresa perdeu 10% do faturamento, fechando aquele ano com R$ 360 milhões. 

Já em 2017, veio uma recuperação, com 11%.

“Estamos celebrando um grande momento, com resultados positivos e acima da média do mercado”, afirma Gilmar Batistela, fundador e CEO Global da Resource, destacando que a companhia está crescendo de maneira consistente. 

O objetivo é manter o ritmo de expansão nos negócios, ampliando a receita em cerca de 10 a 15% em 2019 ultrapassando a marca de meio bilhão de reais.

O ano passado foi também o primeiro depois que o fundador da empresa, Gilmar Batistela, retomou o comando do negócio.

O executivo tinha permanecido um ano e meio à frente do conselho de administração da Resource, enquanto o comando da operação foi para Paulo Marcelo, ex-CEO da Capgemini no Brasil.

Batistela não entra em maiores detalhes sobre a mudança de rumos em relação à saída de Marcelo um executivo experiente que foi CIO antes de fundar a Unitech, uma empresa de serviços de TI que por meio de uma série de fusões chegou a ser a CPM Braxis, adquirida pela Capgemini em 2010.

Seja como for, a Resource é uma empresa bastante sólida, com um corpo de 200 profissionais entre VPs, diretores e gerentes, muitos na empresa há anos e conhecedores do mercado.

São mais de 300 clientes, 2,5 mil funcionários e boa penetração entre multinacionais e bancos. 

Nos últimos anos, a companhia vem migrando do foco em desenvolvimento de software dos primeiros anos para uma série de ofertas em torno do tema “transformação digital”, incluindo inteligência artificial com Watson da IBM, robotização de atendimento, tecnologias de IoT no mundo de agricultura e uma prática SAP em alta.

Outra novidade é a entrada na área de infraestrutura de TI, por meio de parcerias com Cisco, Citrix e Pure Storage.