FINTECH

TradeMachine recebe aporte de R$ 2,2 milhões

30/01/2020 14:05

Com investimento da Energhias, startup pretende triplicar operação.

Fundada em 2017, a fintech atende pessoas físicas e agentes autônomos. Foto: divulgação.

Tamanho da fonte: -A+A

A TradeMachine, fintech de automação de investimentos em renda variável, captou R$ 2,2 milhões junto a Energhias, empresa de participações societárias do investidor Sérgio Marques.

Marques foi sócio da Vert, uma integradora de TI de médio porte sediada em Brasília, até agosto de 2018.

Com o novo investimento, a startup projeta triplicar a operação mensal na Bolsa até o fim do primeiro semestre, alcançando valor transacional de R$ 2,5 bilhões. Hoje são mais de R$ 760 milhões em operações mensais.

Para isso, a TradeMachine pretende aprimorar os algoritmos de seus robôs, visando trazer aumento de rentabilidade e melhor gerenciamento de riscos nos investimentos.

Assim, a realização das operações e acompanhamento dos resultados na plataforma deve ser simplificada, melhorando a experiência.

Neste ano, a empresa também pretende ampliar a oferta de produtos e o time de colaboradores, além de criar seu Centro de Ciência Aplicada no Parque Tecnológico de São José dos Campos, São Paulo. 

Fundada em 2017, a fintech atende pessoas físicas e agentes autônomos, atuando através de algoritmos baseados em teses de investimento e estudos estatísticos.

Na equipe, estão economistas e analistas financeiros, além de especialistas como econofísicos e desenvolvedores de redes neurais, inteligência artificial e computação quântica.

Para utilizar o serviço, o cliente faz uma assinatura e define quanto quer investir. No momento da contratação, é possível também definir o lucro a ser almejado em um período estabelecido, além do limite de risco durante o processo. 

“O principal valor que a tecnologia traz é a segurança que o investidor iniciante tem para migrar ao complexo universo de renda variável e a capacidade dos investidores experientes poderem diversificar ainda mais suas carteiras sem precisar se preocupar em executar as operações”, afirma Rafael Marchesano, CEO da TradeMachine.

A empresa também é integrante do programa de apoio a startups do Pinheiro Neto Advogados. 

O escritório auxilia a fintech na segurança de informação e regulatória, apoiando na autoria de propostas de inovações ao mercado junto a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e Banco Central.

Segundo a TradeMachine, o grande desafio da empresa no mercado é desmistificar a ideia de que operações por meio de robôs são arriscadas. 

Com a acomodação da taxa Selic em 4,5% ao ano prevista pelo mercado em 2020, a empresa aposta na tendência de que mais pessoas e agentes autônomos decidam aumentar os investimentos atrelados à renda variável em detrimento da renda fixa.

Sérgio Marques já investiu em empresas como a Dataeasy, Fabricante de software com foco em produtos de descoberta de dados de múltiplas fontes, e a Decoy Smart Control, de controle de pragas para o agronegócio.

Veja também

EDUCAÇÃO
Ironhack tem novo gerente geral

Alexandre Tibechrani substitui Tiago Mesquita, que foi para a Creditas.

SEGURANÇA
Petrobras contrata Marcia Tosta

Ex-Boticário agora é assessora da presidência para assuntos de cibersegurança.

RESULTADOS
ISH fatura R$ 175 milhões, alta de 41%

Em 2020, empresa vai investir pesado no projeto de expansão.

EDUCAÇÃO
São Paulo usará fintech para comprar uniformes

Cerca de 660 mil estudantes receberão R$ 215 para pagar roupas via aplicativo.

FINTECH
Zoop tem novo head de produtos

Empresa tem investido da contratação de profissionais experientes.

STARTUP
Twilio compra Teravoz

Aquisição marca chegada oficial da empresa no Brasil.

EXPANSÃO
GX2 abre filial em Belo Horizonte

Empresa pretende chegar a um faturamento R$ 5,2 milhões em dois anos.

CARTÃO
Ebanx terá conta digital com Visa e Dock

Fintech B2B agora aposta também na relação com consumidor final.

FINTECHS
Visa compra Plaid por US$ 5,3 bilhões

Valor da aquisição é o dobro da última avaliação da startup.

RESULTADO
Saque e Pague cresce 30%

Fintech gaúcha atingiu um faturamento de R$ 120 milhões em 2019.