Renata Rico. Foto: divulgação.

Renata Rico, ex-diretora de parceiros para América Latina da Amazon Web Services no Brasil, foi contratada pela SAP do Brasil.

A informação é de fontes de mercado e não foi confirmada até o fechamento dessa matéria pela SAP. A saída de Renata da AWS na semana passada foi confirmada pela Amazon à reportagem do Baguete.

Renata foi uma das primeiras funcionárias da operação da gigante de cloud computing no Brasil, ao lado de José Papo, evangelista da AWS no Brasil. Papo deixou a empresa para ir para o Google em abril.

Essa será a segunda passagem da executiva pela SAP. Entre 1997 e 2001, ela foi gerente para o Brasil de Alianças Estratégicas, sendo encarregada de atividades de desenvolvimento de negócios e marketing com parceiros, canais e ISVs. 

Depois da SAP, Renata permaneceu por sete anos na concorrente Oracle, sempre em posições relacionadas a desenvolvimento de canais e alianças.

Segundo o Baguete pode averiguar, as novas atribuições de Renata na SAP terão que ver com a estruturação de um ecossistema de parcerias relacionadas a serviços de cloud computing.

A experiência da Amazon deve ser muito útil nesse sentido. Assim como no caso da SAP, a Amazon é uma grande corporação com dificuldade para atingir pequenas empresas diretamente. 

Durante seu período na Amazon, Renata foi uma das responsáveis pelo desenvolvimento de um programa que, de acordo com informações publicadas pela CRN em março, totalizava 600 parceiros no Brasil.

O grupo é diverso e inclui desde grandes integradoras como a Resource até pequenos parceiros especializados como a gaúcha Nyland Tech.

O desafio que a SAP enfrenta é parecido, principalmente se temos em conta o software de gestão para pequenas e médias Business One. 

Para a SAP, vender na nuvem suas soluções tradicionais para grandes empresas, turbinadas agora pelo banco de dados Hana, é mais ou menos business as usual: são os mesmos grandes clientes e os mesmos parceiros de sempre.

Agora o B1 exige a consolidação de um novo canal, capaz de abordar um tipo de cliente para o qual em tese SAP não está na agenda. 

O resultado até agora não tem sido lá essas coisas. Lançado em 2006 no país, o B1 tem uma base de 1,7 mil empresas.

Segundo dados da última pesquisa feita pela Fundação Getúlio Vargas (EAESP-FGV), no segmento de empresas menores, com até 170 teclados, a líder é a Totvs, com 52% frente a 9% de SAP e Oracle e um número importante de outros, com 30%.

A SAP já deu pistas no passado de para onde devem ser dirigidos os esforços futuros. Em julho do ano passado, Sandra Vaz, VP de Ecossistema e Canais do Brasil da SAP [desde então promovida ao mesmo cargo em dimensão latino americana], disse que a meta da multinacional era atingir ecossistemas de empresas por meio de grandes clientes.

A meta era terminar 2013 com acordos fechados com 50 grandes empresas do país interessadas em fomentar o uso do software de gestão para pequenas e médias Business One na nuvem dentro das suas redes de clientes, franqueados e parceiros.

No longo prazo, a meta é atingir o 80% de integrantes das 500 maiores do país para a qual a SAP acredita que o plano tem aderência.