O Brasil teve a maior alta no afastamento de CEOs por má conduta ética. Foto: Pexels.

A pesquisa CEO Success Study, elaborada pela Strategy&, aponta que o Brasil - junto de Índia, Rússia e China - foi o país que teve o maior aumento no afastamento de CEOs por má conduta ética nos últimos 5 anos.

A taxa de crescimento foi de 141% no país, enquanto a média mundial foi de alta de 36%.

O estudo analisou as trocas de comando das 2,5 mil maiores empresas de capital aberto do mundo, nos últimos dez anos, e identificou que a troca de CEO por conta de questões éticas aumentou de 3,9% entre 2007 e 2011 para 5,3% entre 2012 e 2016. 

“O aumento no número de CEOs afastados por questões éticas mostra uma tendência crescente entre as empresas de combater práticas que causem danos à sociedade e aos negócios. Empresas em todo o mundo estão reforçando suas práticas de governança e priorizando mercados onde os riscos são menores”, explica Ivan de Souza, sócio da Strategy&, de acordo com a InfoMoney.

A falta de tolerância com má conduta empresarial é uma tendência, de acordo com a consultoria, implantada pelas empresas desde 2007, ano da crise financeira dos Estados Unidos. Além disso, fatores como o uso de e-mail e redes sociais fazem com que as empresa fiquem mais atentas à conduta dos CEOs e possíveis desvios éticos.

Mesmo assim, no Brasil e nos demais países do Cone Sul (Argentina e Chile) a taxa de rotatividade de CEOs caiu de 21,2% em 2015 para 17,7% em 2016. Essa taxa de turnover ainda é a maior do mundo, segundo a InfoMoney.