Novo programa da BIM começa com a ESPM, o Insper e a Mackenzie. Foto: JuliusKielaitis/Shutterstock.

A IBM Brasil fechou uma parceria com universidades brasileiras para formação de profissionais especializados em computação cognitiva. O programa começa com a participação da ESPM, do Insper e da Universidade Presbiteriana Mackenzie. 

Com a iniciativa, serão introduzidas disciplinas relacionadas ao tema em cursos de graduação e pós-graduação, mestrado e doutorado de diversas áreas. A expectativa é que mais de 600 estudantes sejam contemplados até o final de 2016.

Na parceria, a IBM Brasil será responsável pela difusão do conhecimento, mentoria dos professores que ministrarão as aulas da disciplina e pelo conteúdo técnico, ambiente de treinamento, desenvolvimento e experimentação, disponibilizando softwares para criação de aplicações na área. 

Inicialmente, as aulas em algumas universidades serão ministradas por Fabio Gandour, cientista-chefe do Laboratório de Pesquisa da IBM Brasil, com apoio de Fabricio J. Barth, líder técnico do IBM Watson no Brasil e América Latina. 

As universidades oferecerão a infraestrutura de laboratório de TI para desenvolvimento das aplicações na plataforma como serviço IBM Bluemix.

“Para a IBM a difusão do conhecimento nessa área é tão importante como o desenvolvimento da tecnologia em si. O uso de sistemas cognitivos crescerá de forma substancial nos próximos anos e décadas, portanto, temos a missão de auxiliar as instituições de ensino na preparação de profissionais que vão lidar com essas novas tecnologias”, comenta Fabio Gandour.

A iniciativa educacional da IBM pertence a uma estratégia mundial da unidade de negócios Watson, desenvolvida em parceria com o programa IBM Academic Initiative - que oferece a instituições de ensino acesso gratuito a softwares da companhia, materiais didáticos e incentivos às certificações. 

Segundo a IBM, o Watson analisa grandes volumes de dados e processa a informação de forma mais parecida com um ser humano do que com um computador – por meio da compreensão da linguagem natural, gerando hipóteses baseadas em evidências e dando respostas de caráter probabilístico. 

Desde o lançamento comercial do Watson, realizado no início do ano passado, com um investimento de R$ 1 bilhão, a IBM aposta em mercados estratégicos para iniciar o trabalho com o novo produto - entre eles o Brasil. O Bradesco foi o primeiro cliente da plataforma no país.

O Bradesco, o segundo maior banco do Brasil, faz parte de um grupo pioneiro em todo mundo, a maioria bancos, incluindo também o mexicano Banorte, a financeira sul africana MMI, a espanhola Caixa, a multinacional francesa de farmacéutica Sanofi, entre outros.

Outro foco importante para a IBM com o novo produto é o de saúde, que diariamente lida com imprevistos e padrões anormais. Um exemplo é a área de oncologia, onde a empresa atesta ter feito evoluções significativa com o uso da computação cognitiva.

Um dos cases mais avançados é o do Memorial Sloan Kettering, um hospital de ponta no tratamento de câncer nos Estados Unidos, no qual os médicos pesquisam através do Watson em um banco de dados aberto de milhares de jornais acadêmicos e pesquisas científicas para compor o seu tratamento.