Ana Amélia Lemos. Foto: Marcos Oliveira/ Agência Senado

Ana Amélia Lemos, candidata do PP ao governo do Rio Grande do Sul, fez uma aparição morna na Federasul nesta quarta-feira, 30, evitando críticas mais contundentes ao governo ou a defesa de ideias mais liberais em termos de economia, que, em tese, poderiam agradar à platéia de empresários presentes na reunião almoço da entidade.

O momento que resumiu tudo se deu durante a palestra no Salão Nobre da entidade, quando ex-correspondente da RBS em Brasília e atualmente senadora mencionou que não subiria impostos, promessa que não despertou nenhuma reação mais visível no público.

[Na semana anterior, Vieira da Cunha, do PDT, fez a mesma afirmação no mesmo local].

Ana Amélia decidiu então fazer uma brincadeira, dizendo que “esperava uma salva de aplausos nessa audiência” para a proposta de não elevar mais a carga tributária. Novamente, a platéia não aplaudiu nem riu da piada, criando um vácuo algo constrangedor.

Líder na primeira pesquisa eleitoral divulgada, com 38% das intenções de voto contra 31% do atual governador Tarso Genro, do PT, Ana Amélia bateu na administração petista, mas sem dar maiores pistas sobre o tipo de reforma que tem em mente, além de considerações sobre a necessidade de mais eficiência na administração pública.

A senadora criticou a alta nos gastos públicos, a demora na concessão de licenças para a instalação de novos negócios e a quantidade de CCs na máquina pública, número que se comprometeu a diminuir, assim como o de secretarias de governo, nos dois casos sem dar maiores detalhes.

Aparentemente preocupada em não abrir a porta para ser pintada como uma “neoliberal” por candidatos mais à esquerda, Ana Amélia não fez qualquer menção a privatizações de empresas estatais e falou só uma vez em PPPs.

“A discussão sobre o tamanho do estado está superada. O que importa é a eficiência da máquina pública”, afirmou Ana Amélia, aparentemente desconsiderando o fato de que a quantidade de funcionários versus a quantidade de trabalho que eles realizam é uma das relações que pode constatar a eficiência da administração.

Questionada por representantes da Federasul se a venda a Eletrobras ou a privatização não ofereceria uma solução aos problemas que enfrenta a CEEE, Ana Amélia primeiro desconversou, depois, pressionada, respondeu que não e disse que a negativa incluia também o Banrisul e a Corsan.