Jorge Hereda. Foto: Flickr.com/agenciasenado

A Caixa Econômica começa em outubro a operar um banco de investimento, voltado ao crédito rural e financiamento de exportações.

A instituição aguarda autorização do Banco Central, mas já se sedimenta nas bases: em tecnologia, por exemplo, comprou 24% da CPM Braxis, do grupo francês Capgemini, em maio deste ano, com investimento de R$ 321 milhões.

Além disso, a CEF criou uma joint venture com a IBM para desenvolver sua plataforma digital de crédito imobiliário.

A joint venture, já aprovada pelo BC e CADE e ainda sem nome, foi firmada por meio da CaixaPar e Funcef (fundo de pensão dos economiários), dando à fabricante norte-americana 51% do capital.

Na sexta-feira, 31, os três sócios vão aportar R$ 110 milhões para integralizar parte do capital social da nova empreitada, que pode chegar a R$ 170 milhões.

A companhia tem controle privado, o que a faz livre de restrições impostas pela Lei de Licitações, e já nasce com um contrato de R$ 1,19 bilhão com a Caixa.

A nova plataforma, criada pela joint venture, será disponibilizada em rede para que clientes interessados em financiamentos imobiliários possam solicitá-los online, sem precisar ir ao banco – a não ser no ato de assinatura do contrato.

“Trabalhamos para ampliar e facilitar o acesso à moradia”, comenta o presiente da CDF, Jorge Fontes Hereda, segundo quem a Caixa contratou, até esta semana, R$ 63,1 bilhões em crédito imobiliário, relativos a mais de 700 mil contratos, 32,1% a mais do que no mesmo período do ano passado.

Para o presidente da IBM no Brasil, Rodrigo Kede, a nova plataforma moderniza o sistema de crédito imobiliário com tecnologia de ponta em gerenciamento de dados.

“Isso com um nível de precisão e rapidez único no mercado brasileiro”, afirma Kede.

CPM BRAXIS
No que tange à CPM Braxis, que segundo dados de sua dententora, a francesa Capgemini, é a segunda maior empresa de TI do mundo, a compra de participação é focada na modernização de “toda a tecnologia de informação do banco”, segundo Hereda.

Por hora, não há mais detalhes sobre esta modernização, mas o presidente adianta os objetivos da mudança.

“A meta é ser um dos três maiores bancos do país em dez anos, com atuação em todas as áreas”, comenta.

Hoje, a CEF está na quarta posição.