A organização espera evitar o desperdício de medicamentos. Foto: Pexels.

O CPQD, com o apoio da Embrapii, do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) e da N2M-I Technology Ventures, criou uma rede de compartilhamento de medicamentos que utiliza tecnologia Blockchain para dar segurança às transações. O sistema foi batizado de N2Med Ledger.

Com a rede, a organização espera evitar o desperdício de medicamentos, causado principalmente pelo vencimento do seu prazo de validade. No Brasil, a perda chega a 30%. 

Além disso, a ideia é colaborar com hospitais e farmácias que sofrem com a falta de medicamentos, especialmente os de custo mais alto. 

Batizada de, a nova rede tem como base uma solução Blockchain desenvolvida pelo 

“O foco inicial da N2Med Ledger são os medicamentos em risco de expirar o prazo de validade”, afirma Lourran Carvalho, farmacêutica pesquisadora e idealizadora do projeto. 

Segundo ela, atualmente existe uma prática informal de troca de informações entre farmácias hospitalares sobre medicamentos disponíveis que estão com validade próxima do vencimento. 

“Com a nova rede, essas informações podem ser trocadas de forma mais ampla, com segurança e confiabilidade propiciadas pela tecnologia Blockchain”, acrescenta.

Na N2Med Ledger, as organizações cadastradas (farmácias, hospitais, laboratórios e entidades sociais) podem realizar a troca, empréstimo ou doação de medicamentos liberados pela Anvisa. 

Fernando Marino, líder técnico em Blockchain do CPQD, explica que os contratos inteligentes são usados tanto na validação do medicamento - que leva em conta seu prazo de validade e as normas da Anvisa, entre outros fatores - como na autorização da transação a ser realizada. 

“Todos os registros acontecem na rede, que conecta as instituições, o que desburocratiza e traz agilidade ao processo, ao dispensar diversos documentos necessários para formalizar a troca, empréstimo ou a doação de medicamentos”, afirma.

A solução foi desenvolvida em plataforma Hyperledger Fabric. Ela garante a rastreabilidade dos medicamentos (que têm suas informações registradas na rede) e também das transações realizadas. 

O CPQD atua com um portfólio abrangente de soluções voltadas para internet das coisas, inteligência artificial, conectividade, blockchain e mobilidade elétrica. A organização privada, com mais de 40 anos, entrega serviços e desenvolve tecnologias de produtos e de sistemas de missão crítica.