Fabíola Paes, cofundadora da Neomode. Foto: Divulgação.

A Neomode, empresa de tecnologia que oferece soluções omnichannel para o varejo, acaba de receber um aporte de R$ 2,7 milhões do Fundo Criatec 3. O montante será utilizado para automatizar a tecnologia, escalar a máquina de vendas, ampliar o quadro de funcionários e iniciar um plano de expansão nacional.

Gerido pela Inseed Investimentos, o Fundo Criatec 3 foi criado pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e tem entre seus cotistas agências de fomento, corporações e investidores privados. 

No Paraná, estado onde a Neomode foi fundada, os representantes são BRDE (Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul) e Fomento Paraná.

“O omnichannel, que já é muito popular nos EUA e Europa, é uma tendência que se baseia na convergência de todos os canais utilizados por uma companhia. Trata-se da possibilidade de fazer com que o consumidor não veja diferença entre o mundo online e o offline. Assim, conectamos canais online com os pontos de vendas físicos e os consumidores evitam atritos na experiência de compra”, explica Fabíola Paes, cofundadora da Neomode.

Para possibilitar essa integração, a Neomode desenvolveu a tecnologia LORI (Library of Omnichannel Integrations for Retail), uma plataforma que conecta o varejo com os sistemas nativos de PDV - frente de loja - das lojas físicas, gateways de pagamento e plataformas e-commerce. Assim, a empresa origina novos canais de venda whitelabel omnichannel: App Commerce (aplicativos de compra) e Shopbot Omni (assistentes virtuais por robôs). 

“Quando desenvolvemos esse serviço que integra os canais e utiliza um sistema de geolocalização, notamos grande satisfação do lojista, que gerou incremental de vendas - por cliente ao retirar o produto na loja - em cerca de 40% em poucos meses”, observa Paes.

Fundada em 2016, a Neomode atende a cadeias de varejo como a Lojas MM (Grupo Mercado Móveis). A empresa implementou, em 2018, um novo canal de vendas a partir do aplicativo whitelabel da Neomode. A ferramenta permite aos consumidores do Paraná, Santa Catarina, São Paulo e Mato Grosso do Sul comprem por dispositivos móveis. 

O investimento em tecnologia para modernização das mais de 190 lojas girou em torno dos R$ 25 milhões. Assim, todos os pontos de vendas da rede viraram minicentros de distribuição para venda online.

Em 2016, a Neomode, de Curitiba, foi a vencedora do primeiro hackathon promovida pela L’Oreal no Brasil. A Beautyhack premiou a ganhadora com um investimento no valor de R$ 100 mil.

Na época, Fabíola Paes atuava como coordenadora do Laboratório de Varejo da Escola da Comunicação e Negócios da Universidade Positivo e montou a equipe junto com o aluno egresso do curso de Sistemas de Informação da UP, Carlos Balsalobre, e seus sócios, Daniel Koleski e João de Souza.