Aplicativo de olho no mercado de motofrete. Foto: flickr.com/photos/alsantana.

A startup paulistana Loggi lançou em outubro a sua plataforma de logística, de olho no mercado de entregas por meio de motoboys.

Pela aplicação, disponível por enquanto somente para Android, os usuários podem solicitar o serviço de motoboy com poucos cliques, informando o ponto de recolhimento e o de entrega.

Ao mesmo tempo, por meio do app, o entregador pode aceitar ou declinar o pedido. O sistema conta com um algoritmo que triangula as demandas e ofertas, calculando automaticamente tempo estimado e custo de serviço.

O serviço também tem um plataforma web, na qual o cliente consegue acompanhar pelo site o trajeto do mensageiro em tempo real, calculando o tempo para conclusão do percurso.

O serviço oferece histórico descritivo com relatórios mostrando dias, horários, os nomes envolvidos na entrega e os valores. Desta maneira, o usuário consegue controlar e organizar seus pedidos.

"Desta maneira, reduzimos ao máximo todo o processo, agilizando a chegada e entrega das mercadorias”, explica Fabien Mendez, CEO da Loggi. No entanto, ele não deu números sobre a base de motoboys pretendida.

Para sua largada, a empresa recebeu um aporte de R$ 2 milhões por conta de dez investidores-anjo, entre eles Kees Koolen, COO da Uber e chairman da Booking.com, e Nicolas Gautier, da Bolt Ventures.

Segundo Mendez, São Paulo tem um gargalo no mercado de motofrete, que ainda carece de normas de segurança e regulamentação de profissionais e, segundo ele, sistemas como o Loggi podem auxiliar nesta questão.

“O serviço de courier encontra alguns entraves que impedem o próprio crescimento. Entretanto, a Lei 12.009/09 prevê sua normalização e abre um grande potencial a ser explorado por empresas em diferentes frentes", destaca o CEO.

Como exemplo prático, o CEO esclarece um percurso entre a Avenida Paulista e o Itaim Bibi, pontos recorrentes no trabalho de motofrete, diferenciando o modelo atual e o proposto pela Loggi.

“A realidade atual prevê o estabelecimento de um sistema composto por pontos geográfico, isto é, o valor é cobrado a partir da distância percorrida. Entre os dois pontos citados, uma corrida sai por volta de R$ 30. Deste dinheiro, apenas 40% vai para o bolso do entregador, enquanto o resto fica com a empresa intermediadora. Utilizando a mesma amostra, com a Loggi, o mensageiro consegue reter uma margem aproximada a 80% do valor da corrida”, explica Mendez.

VAIMOTO

Depois do boom de apps voltado ao segmento de táxis como o Easy Taxi, Taxi Já, entre outros, os motoboys parecem ser os próximos da fila. Além da Loggi, outra startup lançou um serviço de solicitação de motoentrega via mobile.

Lançada em setembro, a VaiMoto, também sediada em São Paulo, pretende chegar a mais de 40 mil profissionais cadastrados e um faturamento de R$ 3,5 milhões em seu primeiro ano.

Atualmente com atuação restrita à capital paulista e com cerca de mil motoboys cadastrados, a startup recebeu um investimento-anjo de R$ 2 milhões e pretende expandir sua operação para todo o estado nos próximos 6 meses, chegando também ao Rio de Janeiro.