Nas primeiras duas semanas, serviço conquistou mais de 40 mil assinantes. Foto: connel/Shutterstock.com

Lançado há cerca de um mês, o Ubook é primeiro serviço de assinatura de audiolivros por streaming do Brasil. O site funcioano como o Netflix para vídeos ou o Rdio para música: por uma mensalidade, é possível ter acesso ilimitado a todo o catálogo através de um app.

Hoje a plataforma está disponível para iOS e HTML5 e, em breve, também poderá ser usada em dispositivos Android, segundo o MobileTime

Nas primeiras duas semanas de operação, o serviço conquistou mais de 40 mil assinantes, a maioria clientes da Claro, primeira operadora com a qual firmou acordo de carrier billing, para cobrança da assinatura na conta telefônica. 

A projeção é superar 1,5 milhão de assinantes dentro de um ano somente entre as teles – acordos de carrier billing com Oi e TIM entrarão no ar em breve. 

A mensalidade custa R$ 18,90 no cartão de crédito ou US$ 6,90, pelo iTunes billing. Com as operadoras é feita uma cobrança semanal de R$ 4,99.

O Ubook conta hoje com um catálogo de entre 800 e 1 mil livros. A cada semana, 25 novos títulos são acrescentados. 

A ideia é manter um catálogo enxuto, girando entre 1,5 mil e 2 mil livros, sempre novos. 

"Não quero ter cauda longa. Fazemos uma curadoria rigorosa. Se um livro ficar seis meses sem nenhum acesso, é retirado de catálogo", explica Flávio Osso, fundador e CEO do Ubook, em entrevista ao MobileTime.

As editoras recebem uma remuneração fixa pelos títulos adicionado ao catálogo e outra que varia de acordo com a audiência do livro. O Ubook tem contrato assinado com a Ediouro e com a Novo Conceito, e promete fechar com outras dentre as maiores de best sellers do Brasil, diz o executivo.

"As editoras reclamam que os jovens não têm hábito de leitura. Mas observamos que esse grupo está sempre com fone no ouvido e celular no bolso. Se o objetivo é fazê-lo consumir cultura, não importa se ele vai ler ou ouvir... Nosso discurso para as editoras é: se você tem dificuldade de entregar esse conteúdo no papel, por que não tentar através de um canal que está no bolso do consumidor?", relata Osso.

A produção do áudio é feita pelo própria Ubook, com dubladores contratados para a narração. 

Um livro de 400 páginas gera um arquivo com duração de entre oito e dez horas, o que demanda entre 15 e 20 horas de produção a um custo de aproximadamente R$ 15 mil. 

O valor, contudo, sobe bastante quando são convidadas celebridades como narradores. 

O livro "1822", por exemplo, é narrado pelo Pedro Bial. O ator Bruno Mazzeo, por sua vez, foi convidado para narrar "As mentiras que os homens contam", de Luís Fernando Veríssimo. Paulo Betti emprestou sua voz em "O selvagem da ópera", de Rubem Fonseca. 

Em alguns casos, os próprios autores são convidados para esse trabalho, como Nelson Motta, de "Vale tudo", biografia do Tim Maia.

O Ubook se inspirou no modelo da norte-americana Audible, que também cobra uma mensalidade para acesso a audiobooks, mas com limite de um livro por mês. A Audible foi vendida alguns anos atrás para a Amazon por US$ 300 milhões. 

O Ubook tem como investidora a Bizvox, empresa brasileira especializada em portais de voz. Para o ano que vem, a empresa planeja exportar seu serviço para outros mercados da América Latina.