Bruno Velaz.

A Taugor desembarcou na Angola com planos agressivos: faturar já no ano que vem US$ 5 milhões, cinco vezes mais do que o resultado projetado para o Brasil.

Para isso, a empresa gaúcha fechou uma parceria com  Chaynne, uma companhia local que será responsável por criar uma rede de 15 canais no país.

Especializada em gerenciamento de conteúdo empresarial (ECM, na sigla em inglês) e gerenciamento de documentos já tem experiência no país africano como terceirizada de uma outra organização, totalizando 5 mil horas em projetos SharePoint para setor privado e governo.

“Nossas metas são realistas. Angola é carente em soluções especializadas com entrega de qualidade e prazo”, afirma Bruno Velaz, coordenador de TI e operações da Taugor.

Também ajuda que é possível cobrar muito mais por quase qualquer coisa em Angola. De acordo com a consultoria Mercer, Luanda, a capital da Angola, é a cidade com custo de vida mais alto do mundo. A cidade lidera o ranking há três anos.

Apesar de rica em petróleo, Angola tem problemas sérios de infraestrutura devido a anos de guerra civil, além de ser totalmente dependente em importações para a maioria dos produtos. Uma garrafinha de Cola Cola no país pode custar US$ 6.

Fundada em 2005, a Taugor conta com uma sede em Novo Hamburgo e presença com canais de distribuição em seis estados: Bahia, Pernambuco, Santa Catarina, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e  São Paulo. Entre seus clientes estão Arezzo,  Hospital Mãe de Deus, Selecta Sementes e Lojas Dular.