Pat Gelsinger, CEO da VMware. Foto: Divulgação.

A VMware, empresa de virtualização, infraestrutura em nuvem e mobilidade corporativa, fechou o ano de 2016 com faturamento de US$ 7,09 bilhões, um aumento de 8% em relação à 2015.

No quarto trimestre, as receitas foram de US$ 2,03 bilhões, mostrando um aumento de 9% na comparação com o mesmo período de 2015.

"O quarto trimestre foi um dos mais equilibrados para VMware em anos. Estamos bastante satisfeitos com o forte impulso de nossos produtos e com o entusiasmo dos clientes com a estratégia de cloud. Acreditamos ter a arquitetura de nuvem híbrida mais completa e competitiva do mundo, oferecendo aos clientes liberdade e controle únicos para suas decisões de infraestrutura" afirma Pat Gelsinger, CEO da VMware.

Para Gelsinger, a nuvem híbrida pode tornar a VMware em um concorrente chave no ambiente de computação em nuvem na medida que reguladores domésticos e estrangeiros aumentam as exigências para proteção de dados.

Em entrevista à CNBC, o executivo destacou que a nuvem pública tem sido uma força motriz de crescimento para a VMware. Segundo ele, parcerias com empresas como Amazon Web Services (AWS) e IBM permitiram que a empresa de computação em nuvem capitalizasse seus softwares.

O resultado positivo vem apenas um ano depois da VMware aplicar uma mudança em sua estratégia de negócios.

A reformulação veio após os resultados da empresa no ano fiscal de 2015, quando a VMware anunciou a demissão de 800 pessoas e o encerramento de um plano para construir sua nuvem própria.

Para 2017, a VMware planeja crescer no Brasil, no embalo das consequências da fusão entre Dell e EMC, dona da VMware, e do acordo com a IBM para avanço na área de cloud híbrida.

Um desses fatores é a rede de canais da Dell, um reforço em termos de capilaridade para a VMware no país, onde a multinacional atua hoje 100% por vendas indiretas por meio de 750 parceiros.