Rogério Antunes. Foto: divulgação.

A Internexa, provedora colombiana de serviços de conexão e infraestrutura de telecomunicações na América Latina, está expandindo sua presença na região sul, colocando novos pontos de presença (POPs) e abrindo um escritório em Porto Alegre.

Parte integrante do grupo colombiano de mídia ISA e com operações no Brasil desde 2011, a Internexa tem no país mais de 6,8 mil quilômetros de rede de fibra óptica, assim como sedes em São Paulo e no Rio de Janeiro e POPs em Belo Horizonte, Curitiba e Porto Alegre.

Com a expansão, a empresa abrirá novos pontos de acesso na região Sul. Um em Passo Fundo já está em operação, e nos próximos meses um deve ser instalado em Itajaí, em Santa Catarina.

Com isso, a empresa pretende duplicar seus negócios nos três estados da região - que representam 10% da receita nacional da companhia - até 2017. A empresa não divulga dados de faturamento por país, mas no geral o faturamento de 2013 foi de US$ 180 milhões.

A operação gaúcha da empresa terá uma liderança dedicada, que ficará nas mãos de Bruna Lassakoski. Ex-gerente de negócios na SouthTech e com passagens por empresas como a Intellig (atual TIM), ela será responsável pelas contas da empresa no estado.

De acordo com Rogério Antunes, CEO da Internexa, a empresa tem planos ambiciosos de crescimento no Rio Grande do Sul, o que vai depender da recepção e da adoção de serviços por parte de seus clientes-alvo. A empresa já tem mapeado um plano de instalação para mais vinte POPs no Rio Grande do Sul.

"Queremos atrair desde grandes operadoras que desejam usar nossa infra-estrutura para correr suas redes até provedores menores (ISPs) que querem oferecer serviços de conexão com qualidade superior", avalia o executivo.

A empresa pretende focar seus serviços nestes dois tipos de cliente, se mantendo no atacado. A decisão tira a empresa da concorrência de empresas que tem presença em diversos países e oferecem redes de longa distância para clientes corporativos, como a Level 3.

"Nossa base de clientes é composta principalmente grandes operadoras, como é o caso da América Móvil e Telefônica em diversos países no continente. Acredito que as operadoras estão finalmente aprendendo: elas podem deixar a parte de infraestrutura para a gente e focar seus recursos para garantir qualidade na ponta para o consumidor", avalia o executivo.

INVESTIMENTOS NO PAÍS

Os esforços fazem parte de um agressivo plano de expansão que a Internexa tem para o país. Iniciada em 2011, a estratégia abrange um investimento de US$ 250 milhões na América Latina até 2016.

Uma das ações no país foi a compra da NQT em 2013, que se tornou Internexa Rio e adicionou 2,7 mil quilômetros de rede à estrutura da companhia. Em São Paulo, a empresa prepara a instalação de mais de 4 mil quilômetros de rede, que devem ser entregues até o ano que vem.

No Rio de Janeiro, a companhia também investiu na criação de um Centro de Gerenciamento para suas redes, uma estrutura nos mesmos moldes do que a empresa tem em sua matriz em Medellin e que é capaz de assumir o controle das redes da empresa em todo o continente, caso haja uma queda de comunicação no centro na Colômbia.

Para a companhia, que começou no Brasil, com uma estrutura de 3,5 mil quilômetros ligando seus POPs ao longo de cinco estados (MG, RJ, SP, PR e RS), o plano agora é capilarizar a rede.

"Até 2016 esperamos cobrir estes mercados com mais de 10 mil quilômetros de rede, oferecendo links de mais de 16GB de velocidade", estima Antunes.

Na América Latina, a empresa possui cerca de 30 mil quilômetros de rede, passando por sete países (Brasil, Venezuela, Colômbia, Equador, Peru, Chile e Argentina). Em sua maioria, a rede da Internexa corre por tecnologia por cabo óptico terrestre (OPGW, na sigla em inglês).