Edson Silva, CEO da Nexxera. Foto: divulgação.

A Caixa Crescer, empresa de microcrédito ligada à Caixa Econômica Federal, adotou soluções da NexxPago, do grupo catarinense Nexxera, para disseminar o uso de maquininhas de cartão de crédito e débito.

Os aparelhos do programa Faz Crescer - os modelos P2 e D200 - têm como público-alvo microempreendedores e autônomos, como costureiras, feirantes, ambulantes e artesãos, e não trazem cobrança de taxa de adesão ou mensalidade, somente uma taxa por transação. O modelo D200 custa aproximadamente R$ 450 e o P2 sai por R$ 110,90.

As máquinas permitem o parcelamento de vendas no cartão, com os valores caindo direto na conta-corrente ou poupança dos comerciantes. O histórico das transações e fluxo de caixa podem ser acompanhados pelo microempreendedor diretamente da maquininha, app móvel ou no site da Faz Crescer.

Dos dois modelos, o P2 exige que o microempreendedor baixe um aplicativo para celular, disponível para Android e iOS. A D200 já possui a interface em seu interior, não havendo necessidade de uso de telefone celular e conexão à internet.

A equipe de desenvolvimento da NexxPago - integradora entre empresas e o mercado de cartões, baseada em Barueri - trabalhou por 18 meses entre os primeiros estudos até a colocação dos pilotos no mercado.

O projeto com a Caixa Crescer é um dos primeiros da Nexxera para se estabelecer no mercado de máquinas de cartão para pequenos e microempreendedores, um segmento em crescimento no país.

Com os modelos da Faz Crescer, Caixa e Nexxera entram na concorrência com marcas como PagSeguro, Banrisul (Vero), PayPal, que chegou no Brasil no ano passado, e a iZettle, companhia de pagamentos do Santander, que também lançou seu leitor de cartões para smartphones.

Segundo Edson Silva, presidente da Nexxera, a empresa espera atingir até 2017 uma média de crescimento anual acima de 30%. Atualmente a empresa conta com cerca de 350 funcionários, cerca de 50 em São Paulo, e outros 300 em Santa Catarina.

Hoje a Nexxera é a terceira maior processadora de pagamentos eletrônicos do país - são 2,2 bilhões de operações por ano - só atrás de Visa e Mastercard, com clientes como Bradesco, Santander, Itaú, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Walmart.