Paulo Veras, cofundador da 99. Foto: divulgação.

A história da 99 acaba de ser publicada no livro Unicórnio verde-amarelo, escrito por Paulo Veras, cofundador da startup, com a jornalista Tania Menai, que já contou a trajetória da Peixe Urbano anteriormente. 

Lançado pela editora Companhia das Letras, o livro de 337 páginas foi lançado nesta semana na versão ebook Kindle, que custa R$ 29,90, e terá os exemplares físicos disponíveis a partir da próxima quinta-feira, 3.

De acordo com o site Brazil Journal, a obra é fruto de um trabalho de mais de dois anos e dezenas de entrevistas em São Paulo e Nova York. Ela conta desde a fundação da empresa em 2012, quando era voltada para o segmento de táxis, até a venda para a chinesa Didi, dois anos atrás, por US$ 1 bilhão.

Veras fundou a 99 junto com Ariel Lambrecht e Renato Freitas depois de criar outras cinco startups e trabalhar anos como diretor da Endeavor. 

Na publicação, o executivo destaca três momentos da trajetória: a quase falência da empresa em 2016, a descoberta de uma leucemia, que lhe dava 50% de chance de sobrevivência, e as negociações da venda da 99.

“Para o conglomerado de mobilidade compartilhada chinês Didi Chuxing, com quem discutíamos uma parceria, investir na 99 era apostar no cavalo perdedor. De 2015 para 2016 a nossa liderança evaporou: a participação de mercado da 99 despencou de sessenta para dez por cento, enquanto a Uber abocanhou cerca de 85 por cento no mesmo período”, conta um trecho do livro. 

Em 2019, antes do cenário de crise, a 99 chegou a mais de 600 mil motoristas e 18 milhões de passageiros em mais de 1,6 mil cidades no Brasil. A empresa passou de 13% para 22% como app favorito dos brasileiros no segmento de corridas de automóveis.

No mesmo período, a Uber caiu 10 pontos percentuais, mas continuava liderando, apontada como favorita por 73% dos usuários desse tipo serviço.

No final do ano passado, a empresa lançou o 99Food, entrando no segmento de intermediação de entregas e, agora, tem apostado no 99Empresas, focado no transporte corporativo durante a pandemia.