Mahfuz Ahmed, CEO da Disys. Foto: Baguete

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A multinacional americana de serviços Disys deve usar parte dos US$ 20 milhões recentemente captados junto do fundo Western Presidio para fazer aquisições no Brasil.

Os alvos são empresas com qualidade reconhecida em áreas como service desk e fábrica de teste ou provedores de serviços para as áreas de telecomunicações e bancos.

“Queremos ampliar nossa presença local por meio de empresas que tenham uma boa reputação”, afirma o CEO da empresa, Mahfuz Ahmed, que esteve em Porto Alegre recentemente conferindo como estão as operações da empresa por aqui.

Pela força que tem o Sul na operação brasileira da Disys, não seria surpreendente se alguma aquisição – os negócios devem acontecer ao longo do próximo ano – acontecesse por aqui.

A empresa abriu em Curitiba em 2007 para atender a um contrato internacional de SAP com a Exxon Mobil e desde então vem ampliando sua presença, com novas operações em São Leopoldo e Porto Alegre.

Completam a lista São Paulo, Rio de Janeiro e Recife.

O Brasil é hoje a segunda maior operação da Disys fora dos Estados Unidos.

A empresa atende a "clientes líderes de mercado" em segmentos como mineração, telefonia e bancário, afirma Ahmed, sem entregar nomes.

O país tem correspondido a 10% do faturamento da empresa, que já investiu US$ 6 milhões na sua subsidiária local desde a abertura.

Os negócios no Sul – onde é fato conhecido que a empresa tem contratos com GetNet e Gerdau – somam 70% do total.

São 450 pessoas empregadas no país, sendo 90 deles no Rio Grande do Sul e 150 no Paraná.

A Disys deve fechar o ano com US$ 330 milhões de faturamento em todo mundo, alta de 24% frente aos resultados de 2011. A meta é chegar a US$ 1 bilhão até 2017.