Executivos destacam relação com os colaboradores. Foto: flickr.com/photos/mytudut.

A 100ª edição da revista HSM Management, a bíblia dos administradores, trouxe uma lista com 100 nomes dos CEOs mais destacados do Brasil acompanhados de relatos dos mesmos de aprendizados durante a carreira. 

A listagem inclui íderes de grandes empresas do setor de TI como Totvs, Google Brasil, Bematech e IBM Brasil, misturados com nomes do setor empresarial como Clovis Tramontina, da Tramontina, David Abramo Randon, da Randon, e Everaldo Dreher, do Grupo Tigre. 

O HSM Expomanagement acontece de 4 a 6 de novembro, em São Paulo. Na última edição do evento, 5 mil executivos participaram das palestras.

Confira as mensagens dos profissionais da área:

Fabio Coelho / Google Brasil

O líder tem de compreender o que a equipe espera dele, aceitar com tranquilidade que vivemos dias bons e ruins, identificar-se com o ambiente de trabalho. Gosto muito da mistura “confiança, compaixão, estabilidade e esperança”. Como bom capixaba, eu me inspiro na bandeira do Espírito Santo, na qual se lê: “Trabalha e confia”.

Rodrigo Kede / IBM Brasil

Nunca tive medo de sair da zona de conforto, e esse é um grande diferencial para qualquer um, acompanhado da dedicação pessoal –nunca contei com a sorte. Entendi que é com base em valores que pessoas se conectam com pessoas, ou com instituições. E que a diferença entre sucesso e fracasso está nas pessoas.

Laércio Cosentino / Totvs

O melhor aprendizado é saber que aprendemos algo novo todos os dias. Além disso, é muito importante saber ouvir mais do que falar, sempre ter um sucessor e ter experiência em novos mercados geográficos. 

Luiz Alexandre Garcia / Grupo Algar

Temos uma visão forte que resume o aprendizado de todos nós: “gente servindo gente”, ou colaboradores (nossos associados) servindo clientes. O papel de um bom líder é empenhar-se para fazer com que ambos sejam valorizados.

Jorge Cenci / Senior Soluções em Gestão Empresarial

Sempre tivemos boa capacidade de adaptação, o que nos fez, por exemplo, aceitar o desafio de mudar para novos ambientes tecnológicos. Aprender é trabalhoso e exige muito investimento, mas, para crescer, é preciso ir atrás de algo diferente. Dica: planejar.

Michel Levy / Microsoft Brasil

Jamais abro mão de trazer para a organização os melhores talentos possíveis. Vale a pena investir o tempo que for na contratação deles, pois esse é um grande momento do negócio. Um erro de contratação leva dois a três anos para ser reparado. E, entre potencial e experiência, escolha sempre o potencial. É crucial também fomentar o espírito empreendedor em empresas de qualquer tamanho e dar oportunidades aos funcionários que demonstram apetite em inovar. Entendi o valor do autoconhecimento, em especial para o líder; isso o capacita a montar times com perfis complementares e de provável alta performance. Por fim, aprendi, em avaliação, que o “como” pesa tanto ou mais que o “quê”.

Marco Stefanini / Stefanini IT Solutions

Em 1990, quando nossa empresa tinha apenas três anos e começava a se firmar na área de treinamento, veio o Plano Collor, marcado pelo confisco de contas bancárias. Os clientes cancelaram os treinamentos. Inovamos, passando a dar cursos gratuitamente e a prestar consultoria paga em processos de TI, para criar uma receita mensal recorrente. O que era uma alternativa passou a ser a marca registrada da empresa e sua principal atividade. Daí eu atribuo uma enorme importância à inovação, ao lado da flexibilidade mental. Nós nos orgulhamos de nossa capacidade de adaptação; empreendedores com metas muito rígidas fecham as portas antes de completar dois anos.

Paulo Castro / Terra Networks

Uma lição fundamental é que não há como lutar contra a evolução tecnológica; ela é implacável e disruptiva. Pode haver janelas de oportunidade em manter tecnologias estabelecidas, mas a oportunidade mesmo vem da rápida adoção das novas tecnologias.

Paulo Cunha / Motorola Solutions Brasil

Muitos CEOs acabam se concentrando em números e se esquecem que tão importante quanto gerar resultados é ter uma equipe preparada, competente e comprometida. Meus grandes aprendizados vêm daí e incluem praticar uma liderança servil.

Tania Cosentino / Schneider Electric América do Sul

Um dos grandes executivos que liderou a Schneider Electric costuma dizer: “Meu negócio é gente”. Cheguei à conclusão de que meu negócio também é gente, e esse deveria ser o principal negócio de qualquer executivo. A receita para uma empresa de sucesso sustentável é muito simples: basta ter a pessoa certa, no lugar certo, com uma visão clara sobre aonde ir. Questiono-me frequentemente: “Como posso ajudar meu time?”.

Cleber Pereira de Morais / Bematech

Um tripé de habilidades de gestão se destaca: adaptar-se às mudanças com naturalidade, saber formar equipes e saber entregar resultados. Agora, como a carreira exige muito de um executivo, ele deve fazer aquilo de que gosta e aproveitar o privilégio de poder aprender coisas novas praticamente todos os dias.

Diego Martins Torres / Acesso Digital

Aos 12 anos eu sonhava ter um lago de peixes em casa. Um dia, fui pescar com meu pai e, escondido, enrolei oito tilápias na toalha molhada; em casa, eu as joguei na caixa-d’água e fui lhes dando a ração do cachorro. O que aprendi com isso? Que sempre existe um caminho para atingir um objetivo; é preciso ser incansável até alcançá-lo. Sigo também outra máxima: “Orgulho e autoconfiança quando olhamos para o passado, e ignorância e humildade quando visualizamos o futuro”. A humildade também é importante para lidar com os problemas.