O NFC será para cartões de crédito e débito para pequenas transações. Foto: Divulgação.

O Banco do Brasil lança na segunda quinzena de novembro cartões Ourocard com chip NFC (Near Field Communications). Com a tecnologia, os correntistas poderão realizar compras de até R$ 50 no crédito e R$ 25 no débito sem o uso de senha. 

O objetivo é reduzir o tempo do usuário com pequenas compras. Para realizar o pagamento, o portador deve apenas aproximar o cartão da máquina de POS, realizando uma transação contactless. 

Os cartões serão da bandeira Visa e estarão disponíveis para troca para correntistas com Ourocard Platinum, Platinum Estilo, Infinite e Infinite Estilo.

“O Visa payWave é ágil, poupa tempo e reduz os problemas de lidar com dinheiro em espécie. Além disso, a compra contactless ainda possui os mesmos níveis de segurança de um cartão tradicional", afirma Percival Jatobá, diretor-executivo sênior de Produtos da Visa do Brasil. 

No próximo ano, o Banco do Brasil pretende lançar um serviço de pagamento móvel via celulares com NFC. Assim, os aparelhos terão a função de um cartão.

A Visa já habilitou smartphones da Samsung Electronics, LG Electronics, BlackBerry, Nokia e Intel para que consumidores possam efetuar compras apenas aproximando seu telefone celular a um terminal de pagamento. 

O NFC é comum em outros países e o banco garante que as tentativas que fugirem do perfil do consumidor serão identificadas pelo sistema antifraude.

Em fevereiro, a Gemalto anunciou, em parceria com a TIM e o Itaú, uma das primeiras iniciativas de m-payment por NFC no país.

O projeto utiliza o cartão SIM UpTeq NFC e a plataforma Allynis Trusted Services Management (TSM) da multinacional de segurança para permitir que os assinantes da operadora façam pagamentos do banco apenas aproximando seus smartphones de terminais de pagamento.

Uma pesquisa publicada pelo Gartner em agosto aponta que os pagamentos móveis movimentarão US$ 235,4 bilhões em 2013, um aumento de 44% em relação a 2012.

Os usuários do serviço serão de 245,2 milhões, 44,4 milhões a mais que o ano passado.

Dentre 2012 e 2017, o volume das transações crescerá 35%, enquanto os usuários ficarão em mais de 450 milhões.