Bruno Ghizoni, executivo do FIP. Foto: Divulgação.

A Clavis, empresa de consultoria e treinamento em segurança da informação, recebeu um aporte de valor não divulgado do Fundo Aeroespacial (FIP), iniciativa voltada para os setores aeronáutico, aeroespacial, defesa, segurança e integração de sistemas.

O Fundo Aeroespacial possui como acionistas a Embraer, a Finep, o BNDES e a Desenvolve SP, instituição financeira do governo de São Paulo voltada ao fomento à inovação. O fundo é gerido pelo Portcapital.

De acordo com a Clavis, o recurso será utilizado para sustentar a expansão das operações, além de viabilizar investimentos em pesquisa e desenvolvimento que permitirão o ingresso da empresa em novas áreas da segurança da informação

“A Clavis sempre foi reconhecida pela forte atuação em pesquisa, desenvolvimento e inovação, mas o investimento e a parceria dos principais agentes de inovação do país permitirão que a empresa passe a operar em outro patamar, executando grandes projetos de inovação”, afirma Bruno Salgado Guimarães, sócio-diretor da Clavis.

A Clavis tem mais de dez anos de atuação na área de segurança cibernética, sendo reconhecida pelo Ministério da Defesa como uma empresa estratégica de defesa.

Os executivos da Clavis esperam que faturamento da empresa triplique nos próximos três anos.

Ao longo dos últimos dez anos, a Clavis executou uma série de projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação com apoio de agências de fomento como Finep, CNPq e FAPERJ.

"O Fundo Aeroespacial busca não apenas empresas com grande potencial de crescimento, mas empresas que demonstrem independência tecnológica e capacidade de tornarem-se agentes centrais no desenvolvimento de uma indústria brasileira de defesa e segurança", explica Bruno Ghizoni, executivo do fundo.

No lançamento do FIP, em 2014, o BNDES afirmou ter um capital de R$ 131,3 milhões destinados a pesquisa e desenvolvimento em aeronáutica, defesa e segurança. O primeiro investimento divulgado pelo fundo foi feito em abril, quando a Tempest Security Intelligence recebeu R$ 28,2 milhões por uma participação não revelada.