A Oi investirá R$ 24 bilhões nos próximos quatro anos para expandir e qualificar sua infraestrutura de banda larga.

Fruto da reestruturação societária que combinou as empresas do grupo Telemar – Tele Norte Leste Participações e Telemar Norte Leste – e a Brasil Telecom, a companhia aposta no investimento como uma reestreia.

Somente este ano, os investimentos chegarão a R$ 6 bilhões, dos quais R$ 3,6 bilhões serão voltados para expansão da infraestrutura.

“A empresa vai deixar de focar em produtos e passa a focar em segmentos”, disse o presidente da Oi, Francisco Valim, para quem o mercado potencial para a companhia chega a R$ 150 milhões.

De acordo com a empresa, a maior taxa de expansão deverá ser do segmento corporativo, com alta de 13% em 2015; seguido por mobilidade pessoal (12%) e residencial (11%).

No segmento de telefonia móvel – onde a Oi é a quarta maior operadora do país –, os investimentos estão concentrados na melhoria da plataforma do sistema de comunicação e na implantação e expansão da rede móvel, ampliando a cobertura.

A expectativa é de que a área residencial possa crescer 55% até 2015. O presidente contou também que no segmento corporativo os acessos podem crescer até 70% entre 2012 e 2015.

Hoje, a Oi conta com uma rede composta por 115 mil quilômetros de backbone nacional, 30 mil quilômetros de anéis metropolitanos e 22 mil quilômetros de cabos submarinos interligando as Américas (GlobeNet).

A companhia tem cobertura de telefonia fixa e banda larga fixa em todos os municípios da sua área de atuação, cobrindo 97% da população urbana.

Até o final de 2012, a Oi expandirá em 50% a base de clientes de banda larga com velocidades superiores a 5MB e implantará infraestrutura de fibra ótica (FTTH) em 200 mil residências.

Mais receita
Além disso, a Oi opera uma rede de wi-fi com mais de 40 mil de pontos de acesso em 57 países, sendo 2.100 no Brasil.

Neste período, a cobertura de 3G também atingirá 75% da população urbana brasileira, diz a Oi.

A meta da companhia é superar os 100 milhões de Unidades Geradoras de
Receita (UGRs) até 2015, com crescimento de 10% em relação ao total de
75,9 milhões esperado no final de 2012.

Ainda atrás
Os desafios da companhia que trouxe ao país o conceito de convergência tecnológica, contudo, permanecem os mesmos.

Segundo analistas, a empresa chegou ao menor valor de mercado entre as pares do setor, R$ 16,7 bilhões, aproximadamente. As suas concorrentes TIM e Vivo, no entanto, ainda valem significativamente mais: R$ 27,3
bilhões e R$ 59,5 bilhões, respectivamente.

Com as mudanças, a empresa espera passar de R$ 27,9 bilhões na receita em 2011 para R$ 38,6 bilhões em 2015.

A empresa também anunciou que vai distribuir R$ 8 bilhões em dividendos em quatro anos.

Neste ano serão distribuídos R$ 3 bilhões, sendo R$ 1 bilhão referente ao ano passado, quando não houve pagamento de dividendos, e R$ 2 bilhões de 2012. Este patamar será mantido até 2014 e, no ano seguinte, cai para
R$ 1 bilhão.

iG não faz parte dos planos
Os planos da Oi também passam por deixar de lado áreas de negócio não prioritárias, como portal de Internet iG.

Segundo informações divulgadas pela imprensa nos últimos dias, estão na disputa pelo iG a portuguesa Ongoing e a brasileira Infinity, que se dispuseram a pagar o preço pedido pela Oi.

Yahoo e o grupo de mídia gaúcho RBS estavam no páreo mais saíram.
 
A Ongoing detém diretamente no Brasil 29,9% do capital da Empresa Jornalística Económico (Ejesa), controladora dos jornais O Dia e Brasil Econômico.

A Infinity, por sua vez, é um fundo de investimentos que seria controlado pelo empresário Carlos Mansur, ex-dono das marcas de laticínios Vigo e Leco.