Marcos Roberto Pasin. Foto: Baguete Diário

A construtora Bueno Netto não gastou um centavo no projeto de upgrade do ERP 6.0 com adição de cerca de 40 funcionalidades do EHP 5, e, de quebra, ainda vai reduzir em estimados 70% os custos da implantação dos módulos, que deve ocorrer no segundo semestre deste ano.

Como? Acionando dois comandos: Rump Up e BFP.

O primeiro, o processo realizado pela SAP cada vez de introduzir grandes soluções no mercado, que inclui programas piloto de avaliação das ferramentas de acordo com as demandas de cada cliente. 
 
No Rump Up, tudo é grátis: o serviço de análise de demandas, o relatório de módulos necessários para o cliente, fornecido pela SAP, treinamento de usuários e consultores, acesso direto para suporte ao board da SAP. Só o que é cobrado é o acompanhamento de um coach, que faz visitas semanais ao cliente.
 
No caso da Bueno Neto, que participou do Rump Up do Enhancement Package 5, nada foi cobrado, tudo por conta do Business Function Prediction (BFP), que é a oferta dos Rump Ups.
 
“É custo zero mesmo. BFP são as soluções de oferta do pacote, grátis, mas a parte de serviços cobrados no processo fica na casa dos € 500, é baratinho”, explica Celina Fernandes, gerente da área na SAP.  
 
A Bueno Netto participou no fim de 2011 do Rump Up do EHP 5, aproveitando todos os benefícios da BFP do pacote.
 
“O piloto nos permitiu analisar quantos dos cerca de 500 recursos que o EHP 5 adiciona ao SAP 6.0 nos seriam úteis”, comenta Marcos Roberto Pasin, gestor de TI da Bueno Netto. “Adotamos cerca de 40 funcionalidades, com foco em finanças e suprimentos”, completou em palestra durante o Asug Day, na terça-feira, 16.
 
No financeiro, o upgrade do ERP irá otimizar processos funcionais básicos, como baixas, conciliações, envio de boletos para bancos. 
 
Nos suprimentos, as novidades vão desde a execução de simples requisição, até o controle de fornecedores e acompanhamento de entregas.
 
Módulos definidos, usuários ambientados, agora a construtora está em fase de escolha da consultoria que fará a implantação das ferramentas.
 
E é aí que entrará a economia em torno de 70%, já que o projeto já está todo desenhado: falta só instalar. 
 
A fase só ainda não aconteceu porque outros projetos estão em andamento na TI da Bueno Netto, que concentra 06 colaboradores na sede, em São Paulo, mas terceiriza tudo, menos o suporte de primeiro nível.
 
“Estamos concluindo a implantação do BI Microstrategy, devemos finalizar em maio”, conta Pasin.
 
Além disso, nos últimos meses a companhia também adotou módulos extras do ERP SAP, como o CS, para a parte de controle de garantias dos apartamentos entregues a seus clientes finais, e o DNS, para anexar orçamentos de fornecedores a pedidos, na área de suprimentos.
 
Quando adotou o ERP SAP, em 2008, a Bueno Netto contou com consultoria da Procwork (hoje Sonda) e melhorias da Essence. 
 
Pasin não cogita, por hora, qualquer nome para a próxima implantação: "nada está definido", garante.
 
Por ano, a TI da Bueno Netto leva cerca de 1,5% do faturamento geral, que Pasin não revela, mas deixa escapar que, no ano passado, tinha meta de chegar a R$ 1 bilhão.