A fabricante de impressoras 3D israelense Solido apresentou na SolidWorks World 2010 a SD300 Pro, uma máquina cujo preço mais baixo pode ficar em US$ 2,950.

O valor – que no pacote máximo pode chegar a US$ 14,950 com assessórios e insumos – visa promover um  rebuliço no mercado de impressoras 3D, onde a concorrência trabalha com valores entre US$ 15 mil e US$ 300 mil.

De acordo com executivos da Solido - que tem no seu conselho de administração dois dos fundadores da SolidWorks -  além do baixo preço do equipamento, a SD300 pode se tornar um hit pelo tipo de material que emprega.

Os modelos tridemensionais impressos pela máquina são feitos com uma fusão de lâminas de filme e cola, enquanto a maioria das demais opções disponíveis trabalha com insumos em pó, o que gera resíduos tóxicos que dificultam o uso das máquinas em ambientes de escritório.

Além disso, a técnica empregada pela companhia elimina a necessidade de lavagens posteriores nas peças, reduzindo o tempo gasto no processo pela metade.  

"Queremos que uma impressão 3D seja tão fácil e disseminada como é hoje a 2D", comenta Scott Harris, um dos fundadores da SolidWorks envolvido no negócio.

No momento, as impressoras 3D fabricadas pela Solido na China tem a maior parte da sua distribuição concetrada nos Estados Unidos e Europa. Alguns canais já trabalham na América Latina, mas a idéia é aumentar o número.

Contexto
As impressoras 3D são uma tendência em alta e devem substituir nos próximos anos outras ténicas de prototipagem de peças e os serviços terceirizados.

Um levantamento do Gartner aponta que em 2011 devem existir 300 mil máquinas do tipo em funcionamento, 100 vezes mais do que o registrado em 2006.

Maurício Renner participa do SolidWorks World 2010 em Anaheim à convite da SolidWorks e escreve as matérias em um notebook HP Compaq 2510p cedido pela HervalTech.