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Para muitos, as práticas de desenvolvimento ágil de software e os paradigmas do modelo de qualidade são como leite e manga: uma mistura teoricamente letal ou ao menos produtora de resultados indigestos.
 
Não para a gaúcha DBServer, que acaba de obter o certificado CMMI nível 2 tendo avaliado três projetos que usaram métodos ágeis, assim como toda área de desenvolvimento de software da empresa.
 
“Se trata de aliar o poder de entrega dos métodos ágeis com a previsibilidade de custos do CMMI”, resume Eduardo Peres, um dos diretores da DBServer. “Recentemente o próprio SEI, criador do CMMI, já apontou que essa abordagem é possível”, defende Peres.
 
De acordo com o empresário, a abordagem só não é mais comum por que tanto os entusiastas do CMMI como da agilidade interpretam os predicados de cada sistema de maneira radical, criando comunidades excludentes por pura falta de comunicação.
 
Peres também destaca que a longa experiência da empresa com metodologias de qualidade de software também ajudou. “Já são 12 anos. Participamos do primeiro treinamento oficial de CMM no Brasil, em 1996”, comenta o executivo.
 
A empresa chegou a participar de um projeto de qualidade conjunto com a Tlantic em 2004 e finalmente começou a adotar predicados ágeis em 2008.  
 
A decisão de certificar oficialmente o CMMI veio no ano passado, quando o ESICenter Brasil lançou o Internacionaliza-RS, iniciativa de certificação com subsídios da União Européia no qual a DBServer é a primeira a obter o selo.