Disputa entre gêneros é coisa ultrapassada, pelo menos no mercado de trabalho. Esta é a opinião consensual de diversas profissionais entrevistadas pelo Baguete nesta quarta-feira, 08 – Dia Internacional da Mulher. Para todas, não existe mais a suposta “guerra dos sexos” quando o assunto é emprego, mas sim uma competição saudável entre profissionais em patamar de igualdade.

“Não se trata mais de haver espaço para a mulher ou para o homem. A disputa, hoje, se refere a quem está mais preparado, independendo do gênero”, afirma Sílvia Somenzi, presidente da Soluzzione e colunista do Baguete Diário. Inserida no mercado de TI, um nicho majoritariamente ocupado por homens, a executiva diz não enfrentar problemas quando o assunto são as divergências profissionais entre “rosa” e “azul”. “Atualmente, a concorrência depende de competência. E foi exatamente por esta característica que conquistamos nosso espaço. Estamos em situação igualitária”, declara.

"Não existe homem e mulher. Existe competência". Esta é também a opinião da jornalista Gladis Ybarra, que reafirma a tese de Fernanda Campagnolo, diretora de Relacionamento da Comunicative+Ideale, agência responsável pela assessoria de comunicação de empresas de TI como Advanced IT, Sadig, Cryo e DB Server, entre outras. “Já mostramos nossos méritos: não somos melhores nem piores que os homens, apenas diferentes”, afirma, complementando: “Não há mercado onde não seja permitida a inserção feminina, isso está ultrapassado”.

Já Martha Becker (foto), diretora da Martha Becker Assessoria de Comunicação, traz outra questão à tona: a aparência. "Nos últimos anos obtivemos conquistas, no entanto, entramos no século XXI ainda buscando reconhecimento. É difícil conquistar espaço: se é feia, a mulher encontra preconceitos; se é bonita, talvez mais ainda. Constantemente ela tem que brigar para se mostrar competente", declara.

Martha também ressalta a data de 08 de março, alusiva ao público feminino por referir-se ao mesmo dia de 1857, quando 129 operárias de uma fábrica de tecidos nova-iorquina foram queimadas em uma ação da polícia que tentava conter uma manifestação por elas organizada. "Esta data é referência para uma reflexão sobre a luta das mulheres contra a desigualdade e discriminação", destaca.

Outra que compartilha do raciocínio da assessora é a responsável pela área Financeira do Baguete Diário e auxiliar Administrativo da Aplub, Sandra Puglia. “A mulher com certeza garante seu espaço. Entretanto, a comemoração de hoje é válida, mas triste. É mais importante pensar no ato que motivou este dia do que simplesmente dar parabéns".