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As empresas que adotam a governança da área TI são 20% mais lucrativas. E as que detêm arquitetura tecnológica mais madura possuem 29% mais agilidade. As conclusões fazem parte de um estudo realizado com empresas globais de forte presença em seus setores pelo Centro para Pesquisas de Sistemas da Informação (CISR) da escola de negócios Sloan, do Massachusetts Institute of Technology (MIT), divulgado nesta quinta-feira, 17, pela Gazeta Mercantil. Responderam à pesquisa sobre governança 256 grandes companhias e sobre arquitetura de TI, 103. Também 50 empresas foram analisadas de perto, entre as quais norte-americanas, européias ou da Ásia.

“Não podemos afirmar que há relação direta de causa e efeito entre a governança de TI e lucros maiores. Podemos imaginar que sim. As empresas com melhor desempenho possuem governança”, diz a principal pesquisadora cientista do CISR, Jeanne Ross, trazida ao Brasil pela HP para extender os estudos às enpresas locais.

Quanto às que detêm infra-estrutura madura, há percepção de economia nos gastos em TI, em um primeiro momento, e depois tendem a investir mais, mas com maior geração de valor, defende Jeanne. A abordagem tradicional para a utilização de TI, analisa o diário econômico, é a adaptação da infra-estrutura toda vez que há uma necessidade de negócios. “O problema, neste caso, é que TI acaba sendo sempre o gargalo”, diz a pesquisadora. Neste baixo nível de maturidade, pode haver silos de negócios pela empresa, cada um com sua própria infra-estrutura. Segundo o estudo, 12% das maiores empresas estão nesse estágio, muitas do segmento farmacêutico e bancos de investimentos.

A primeira evolução passa pela padronização de TI, de acordo com a matéria, para toda a corporação. Quase metade das companhias (48%) se encontra nesse nível. Jeanne exemplifica com a Toyota Europe que, antes de padronizar seus sistemas, obtinha receita anual maior, mas o lucro permanecia estacionado.

Do universo estudado, 40% das empresas estão nos dois estágios mais avançados de arquitetura, o de negócios otimizados - em que a infra-estrutura está padronizada e enxuta - e o de modularidade de negócios - em que os processos estão altamente alinhados com a tecnologia e possuem métricas para provar isso. Um exemplo é a British Telecommunications (BT), que pode entregar projetos a cada 90 dias e avaliar os resultados em outros 90 dias.