Os brasileiros vão gastar R$ 492 no seu próximo celular, 40% acima da média registrada no ano passado e também mais do que o previsto para a América Latina (R$ 356) e da média mundial (R$ 365).

Os dados fazem parte de uma pesquisa  GTI (Global Telecoms Insights) 2010, estudo realizado anualmente pela TNS Research International.

O levantamento, feito em dezembro de 2009 no Brasil e em mais 34 países, constatou que, nos próximos seis meses, 70% dos brasileiros pretendem comprar um celular ou trocar o que já têm, mais que o dobro dos 32% registrados na medição do ano anterior e acima da Argentina (65%) e do México (42%).   

O modelo touch screen, sensível ao toque, é o mais desejado pelos entrevistados brasileiros e 23% manifestaram a intenção de adquiri-lo. Em seguida aparecem as versões com flip (18%), e no formato slider (deslizam para aparecer o teclado), com 12% da preferência.

“A inovação, a crescente familiaridade com a nova tecnologia e preços cada vez mais acessíveis contribuíram para a rápida aceitação dos touch screen no país”, analisa Lucas Pestalozzi, diretor do setor de Technology da TNS Research International.

Notebooks
O estudo constatou ainda que, no segmento de eletrônicos, os notebooks ocupam o topo da lista de desejos dos brasileiros e 35% dos entrevistados revelaram que pretendem adquirir um aparelho nos próximos seis meses.

Esse percentual é expressivamente superior ao verificado em toda a América Latina (25%). Outro equipamento que terá uma boa aceitação em 2010, apesar da ainda restrita disseminação no país, é o netbook.

Segundo o levantamento, 27% dos brasileiros manifestaram interesse em comprar um nos próximos seis meses. “Há muitos consumidores que não precisam de um computador com alta capacidade e, para estes, mobilidade e preço acessível acabam sendo fatores decisivos na hora da compra”, destaca Pestalozzi.

Smartphones
Outra constatação relevante do estudo é a rápida aceitação dos smartphones no mercado nacional, que já conquistou 19% de usuários (em contrapartida aos 16% do ano passado), índice superior ao de outros países da América Latina avaliados no levantamento (Argentina 9%; Colômbia 7%; Guatemala 6% e México 8%).

De acordo com Pestalozzi, o aumento da confiança do consumidor e o crescimento do número desses equipamentos criaram condições muito favoráveis para os players do mercado de Telecom, que, em 2010, deverão se beneficiar não somente com o aumento da venda de aparelhos, mas também com a receita adicional proveniente de conteúdo e de plano de dados.