Chegar a uma base de 100 milhões de usuários cadastrados. O plano toma dez anos, mas pressa não é a preocupação de Marcos Galperín, fundador e presidente executivo do Mercado Livre.

Enquanto não chega lá, a base de 40,2 milhões de usuários ativos ajuda a empresa a ter um valor estimado de US$ 2 bilhões na bolsa americana Nasdaq.

O líder do projeto, que começou como um projeto de TCC em uma garagem, em Stanford, afirma que o Mercado Livre operou, no e-commerce, a mesma revolução que sites como Google e Youtube, nas buscas e nos vídeos.

Hoje o site é o mais acessado na América Latina e no Brasil, em seu segmento. Além disso, processa 400 pesquisas por segundo e recebe 400 mil e-mails por mês.

A meta é responder 80% em menos de 24 horas. Para isso, uma equipe de 350 pessoas trabalha na unidade de Alphaville.

No entanto, nem tudo é tão simples. “Casa de ferreiro, espeto de pau. Temos um gargalo constante na área de TI e programação", afirma Galperín, em uma demonstração incomum de sinceridade corporativa.

O empresário não pára por aí. “Tentar seguir os concorrentes e aceitar a pressão de colabores e investidores para fazer marketing de massa quando a Internet tinha penetração de apenas 5% foram erros que cometemos”, declara.

Quando perguntado sobre a receita do sucesso na web, Galperín afirma que a chave está em uma equipe grande, focada nos usuários, cuja liderança acontece através de exemplo e ênfase no desenvolvimento de talentos.

Além disso, o executivo aconselha aos novos empreendedores a pensar no longo prazo, ter paciência, focar nos usuários e não na concorrência.

Márcia Lima acompanha a Campus Party a convite do UOL Host. Confira a o blog que a jornalista atualiza em tempo real direto do evento pelo link relacionado abaixo.