Lançado oficialmente no Mobile World Congress (MWC), em Barcelona, no mês passado, o tablet Optimus Pad será fabricado no Brasil pela LG Electronics.

Segundo a empresa, a fábrica de Taubaté (SP) será responsável pela produção do aparelho.

Não há previsão, no entanto, de início das vendas, ou da fabricação, do modelo no Brasil. O preço do aparelho também segue desconhecido. Outros produtos da empresa que também serão produzidos localmente são o smartphone Optimus 3D e os notebooks das séries A520, P420 e P210.

O Optimus Pad tem processador de  1 GHz Dual Core NVDIA Tegra 2, tela sensível ao toque de 8,9 polegadas, câmera de 5 megapixels e o sistema operacional Android 3.0 Honeycomb, adaptado para tablets. O armazenamento é de 32 GB.

Se confirma a fabricação, a LG será a segunda fabricante a produzir seu tablet no Brasil.

Outras marcas made in Brasil
A Motorola, que anunciou o Xoom em janeiro, na CES 2011, prometeu iniciar a produção do modelo em Jaguariúna, no interior paulista, ainda em abril. A meta, no Brasil, seria vender o Xoom na versão Wi-Fi ainda antes do Dia das Mães.

Além desses dois modelos, oferecidos fora do Brasil por US$ 700 (Optimus Pad) e US$ 799 (Xoom), a Asus promete vender o aparelho no país.

Já são comercializados no Brasil o iPad, com preços a partir de R$ 1,4 mil, e o Samsung Galaxy TAB, comercializado por cerca de R$ 2 mil, dependendo do plano da operadora.

Hoje, apenas o a MXT Industria fabrica um tablet no Brasil, rodando Android e vendido por R$ 1,6 mil e R$ 2 mil. O modelo é chamado de i-MIX.

Incentivo do governo deu certo?
O interesse das empresas em fabricar no Brasil pode estar relacionado aos recentes esforços do governo Dilma Rousseff de baratear o preço dos tablets no território nacional a partir de incentivos fiscais, atualmente em discussão com a indústria.

Na semana passada, executivos da Motorola Mobility estiveram reunidos com o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, pedindo redução na carga tributária.

“O mercado brasileiro é extremamente interessante. Nós temos planos muito sérios para o Brasil”, afirmou o diretor de Relações Governamentais da Motorola, Giuseppe Marrara.

Novos encontros serão realizados para ampliar as negociações.

Quem dá menos?
Uma das possibilidades que vem sendo avaliada é a inclusão do aparelho na lista do programa Computador para Todos, que prevê a isenção fiscal PIS/Cofins e linhas especiais de financiamento para a aquisição de equipamentos de informática.

Segundo a Abinee, sem o peso dos impostos, o tablet nacional poderia custar R$ 1 mil. No início do ano, Dilma defendeu o preço entre R$ 500 e R$ 400.

Pesquisa realizada pelo Boston Consulting Group defende US$ 200 (ou cerca de R$ 300) como preço ideal para os consumidores.

Segundo a consultoria IDC, o Brasil encerrou 2010 com 100 mil tablets vendidos, incluindo vendas oficiais e o mercado cinza – composto por consumidores que trouxeram o aparelho do exterior ou o importaram ilegalmente. Em 2011, o número deve chegar a 300 mil.

Não foram especificados os números por marca fabricante.