Os 200 mil notebooks que o governo gaúcho espera vender a preços subsidiados aos professores da rede pública serão máquinas CCE Info com processadores Intel Core i3 de 2,13 Ghz.

As máquinas têm a configuração de uma linha da brasiliense Omni voltada ao varejo no embalo da Copa do Mundo, com previsão de venda de 600 mil unidades com preços variando segundo o vendedor entre R$ 1600 e R$ 1800.

No pregão fechado na quarta-feira, 28 de abril, a Omni venceu com uma proposta de R$ 1450 para as máquinas com Windows e R$ 1256 para a opção com OpenSuse e BrOffice.

A configuração de hardware para as duas máquinas é a mesma:, disco rígido de 320 GB, 2GB de RAM, placa de acesso a rede sem fio, entre outras especificações. Os preços obtidos no pregão eletrônico representaram uma redução de 10,2% e 9,37% nos valores máximos que se dispôs a pagar no edital do projeto.

Se todas as máquinas forem entregues aos professores (a venda é em lotes e não numa vez só) a companhia receberá R$ 270,6 milhões. No momento, 32 mil já manifestaram interesse na compra, oferecida em 36 vezes sem juro.

“Torço para que as outras empresas não tentem prejudicar o andamento do processo, que em última análise prejudicaria os futuros usuários”, comenta o diretor comercial da Omni, Sérgio Moraes Cardoso.

Pouco conhecida no Rio Grande do Sul, o distribuidor da CCE não participou do primeiro edital, cancelado após uma disputa judicial envolvendo a Associação Software Livre.

Cardoso destaca as credenciais da empresa, que deve colocar 150 mil máquinas dentro do programa federal Um Computador por Aluno e outras 175 mil em uma iniciativa de telecentros do Ministério das Comunicações, além de já ter vendido 18 mil notes no equivalente pernambucano do Professor Digital.

Mesmo assim, é inegável a relevância do contrato ganho no Rio Grande do Sul: se compradas, as 200 mil máquinas serão equivalentes a 30,7% das vendas de notebooks da CCE Info no ano passado.

O diretor salienta a capacidade de produção da CCE Info. “Podemos entregar 8 mil máquinas em 10 dias”, assegura Cardoso, destacando que a companhia produz 60% dos componentes das suas máquinas, o que garantiria maior qualidade dos produtos.

Cardoso aproveita para alfinetar a Positivo, maior fabricante de computadores brasileira e concorrente direta da CCE Info.

“Dos últimos cinco editais que disputamos com eles, ganhamos os cinco. É como a dupla Grenal”, brinca o executivo, sem esclarecer quem é o Grêmio e quem é o Internacional na relação.