Apesar da insistência do ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, de que os iPads feitos no Brasil chegarão ao mercado no final do ano, a realidade parece ser outra.

O colega da pasta do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, afirmou que o projeto da Foxconn deve demorar.

“A Foxconn está vindo. Vai demorar pelo menos mais um ano até eles concluírem o projeto deles, mas eles estão vindo”, disse Pimentel.

Na semana passada, o ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, afirmara que o computador tablet iPad, da Apple, deve ser fabricado no país até o fim do ano, rebatendo especulações de que a montagem local do produto possa ser adiada.

Segundo Mercadante, um dos principais problemas para a implantação de uma fábrica para a montagem no Brasil do iPad, é encontrar um sócio brasileiro capacitado.

O projeto, anunciado em maio após a visita da presidente Dilma Rousseff à China, prometeu 100 mil empregos e um gadget da Apple made in Brazil. Em troca, investimentos de US$ 12 bilhões.

Inicialmente, o BNDES parecia seguro em dividir a conta. Após análise do projeto pelos técnicos, no entanto, o banco, aos poucos, declina da parceria.

Os problemas, informaram agências de notícia na semana passada, seriam exigências demais e dinheiro de menos por parte da Foxconn.

Além disso, ainda há dificuldades no projeto incluindo fornecimento de energia, mão de obra qualificada e parceiros locais, disse ele.

Enquanto isso, os prazos de Mercadante são flexibilizados ao sabor dos obstáculos.

No mês de junho, a promessa era de tables já em setembro, produzidos na unidade da Foxconn em Jundiaí, em São Paulo. Um mês depois, ficou tudo para o final do ano. Em agosto, foi prometido o Natal dos tablets.