Bernardo recebeu a missão de desonerar os tablets da carga tributária e do custo no Brasil

Baratear os tablets é uma das missões dadas pela presidente Dilma ao novo ministro das Comunicações, Paulo Bernardo.

“A Dilma falou assim: ‘chama os produtores nacionais de computador e faz uma negociação com eles para fornecer tablets com preço mais popular’. Preço popular seria R$ 400, R$ 500, algo que a prestação caiba no bolso”, afirmou o ministro em entrevista ao jornal O Estado de S.Paulo.

A redução pretendida seria de até 84%, em comparação com os preços atuais do iPad, tablet da Apple campeão de vendas no segmento em nível mundial. Hoje, o modelo custa entre R$ 1.649 e R$ 2.599 no Brasil.

Nos Estados Unidos, o preço convertido para o real fica entre R$ 824 e R$ 1.369 (ou US$ 499 e US$ 829).

Para a façanha de oferecer os produtos da valores inferiores dos praticados fora do país, Bernardo terá que atacar em duas frentes.

Primeiramente, baixar a carga tributária brasileira sobre os eletrônicos, que varia de 33,62% (laptops) a 49,45% (iPod), segundo o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT).

A tarefa é ingrata. A política de impostos sobre eletrônicos no país já foi rotulada pelo próprio Steve Jobs como “maluca” em março do ano passado, quando o CEO da Apple negou o convite para abrir uma Apple Store no Rio de Janeiro.

E não bastando a empreitada tributária, Bernardo também vai tentar reduzir o custo de fabricação do produto, mapeando fornecedores capazes de disponibilizar equipamentos para o setor de informática e comunicações a preços mais acessíveis, relata o site da Veja.

O Brasil ainda não tem um tablet de fabricação nacional, mas já conta no mercado com dois dos principais modelos do segmento: o iPad, da Apple, e o Galaxy TAB, da Samsung. O primeiro, vendido no varejo e o segundo, via operadoras de telefonia móvel.

Preocupação nacional?
Levantamento realizado pela MacWorld apontou que o Brasil tem um dos iPads mais caros se comparado aos principais mercados mundiais em que a Apple atua. Além disso, o preço de planos de dados para o tablet podem somar, ao final de um ano, o total de um iPad novo.

Somadas, as prestações de aparelho e plano estão longe da meta estabelecida pela presidente, e não são preocupação exclusiva da chefe do executivo nacional.

Em novembro do ano passado, Eike Batista revelou, no Twitter, que está negociando a abertura de uma montadora de equipamentos da Apple no Brasil. O empresário teria conversado com dois grupos responsáveis pela montagem dos aparelhos da Apple na Ásia.

A intenção é que a fábrica seja instalada no complexo do Porto Açu, da LLX, companhia de logística da EBX, em São João da Barra, no litoral norte do Rio de Janeiro.

Eike não informou prazos para o início da operação da fábrica. Assim como a presidente não estipulou data limite para as pesquisas e negociações do ministro Paulo Bernardo terem efeito no bolso dos consumidores.