O iPhone 4S, lançado nessa terça-feira, 04, não empolgou investidores da Apple.

As ações da empresa chegaram a cair 5% no dia do anúncio feito pelo sucessor de Jobs, Tim Cook, mas se recuperaram ao longo do pregão, fechando com baixa de 0,56%, cotadas a US$ 372,50.

Lançado 16 meses após o antecessor – rompendo a tradição de anúncios no meio do ano –, o iPhone 4S não trouxe uma revolução no design nem novos recursos de hardware. A Apple ocupou-se do interior do aparelho, e do sistema operacional.

Entre as novidades, estão processador mais rápido, câmera mais potente e um sistema de “assistente” por voz que responde a perguntas feitas pelo usuário – parceria com Wolfram Alpha e Wikipedia.

“Na verdade, não há nada de muito novo em termos de hardware”, diz a crítica do Washington Post.

Para analistas, a espera pelo novo aparelho acabou em decepção. “Foram 16 meses e tudo o que você tem é um processador A5 no iPhone 4 já existente”, disse o analista Colin Gillis, da BGC Partners.

O brasileiro Zumo Blog chama o lançamento de fruto do “modo manutenção”, e vê como positivo.

“Em uma comparação muito longe e distinta, dá para pensar que a Apple age com os iPhones do mesmo modo que a Intel em ciclos de chips de computador: um ano é inovação, no outro é a atualização da plataforma”, escreve Henrique Martin, do Zumo.

Assim, diz Martin, o iPhone 4, com nova antena, design, e câmera frontal, marcou o último ano de inovação do aparelho. Agora, a Apple só manteve o modelo, com alguns aperfeiçoamentos.

Do ponto de vista da estratégia de venda, o anúncio “estava alinhado com as expectativas”, Gene Munster, da Piper Jaffray. Para ele, as vendas nos Estados Unidos em duas operadoras – Verizon e Sprint – vai garantir uma boa comercialização.

Segundo Munster, 64% dos usuários, conforme pesquisa realizada em agosto desse ano, têm planos de comprar o iPhone na próxima aquisição de um celular. Outros 36% disseram esperarão um iPhone 5.