Em pouco mais de um ano no mercado de POS, a gaúcha Perto comemora os resultados do investimento de US$ 9 milhões na criação da unidade focada no setor: em 2010, só este departamento engordou o faturamento da companhia em R$ 10 milhões.

Para 2011, a estimativa é que a área, voltada à produção de máquinas para pagamentos de contas com cartões de crédito e débito, renda o dobro para a empresa.

Projeção baseada nos contratos já conquistados no setor: o de estreia, por exemplo, foi com a Cielo, especializada em meios de pagamento eletrônico com 1,14 milhão de estabelecimentos credenciados no Brasil e faturamento de R$ 1,83 bilhão em 2010.

“É uma conquista muito significativa, que nos reforça em segmentos que requerem alta tecnologia e segurança”, destaca o gerente geral da Unidade POS da Perto, Cristiano Porto.

Depois da Cielo, os equipamentos desta linha da fabricante gaúcha de soluções de hardware e software para automação bancária e comercial também foram adotados por nomes como Redecard, Banco do Brasil, Sicredi e Banrisul, para a rede Banricompras.

Sediada em Gravataí, a Perto tem filial em Alphaville e escritórios em 12 cidades, vendendo para o Brasil e outros 25 países.

Na área de POS, a capacidade de produção da companhia é de 100 mil terminais/ano e, segundo Porto, o diferencial neste segmento é a estrutura verticalizada da empresa.

“Isso nos dá flexibilidade e agilidade para realizar alterações no produto e no processo, conforme a demanda do cliente”, explica o gerente. “A homologação na Cielo, por exemplo, foi extremamente complexa, com especificações adicionais às exigidas no mercado mundial de cartões de crédito”, complementa.

No ano passado, a Perto faturou, no geral, cerca de R$ 255 milhões. Para este ano, a meta é crescer em torno de 20%, atingindo receita na casa dos R$ 300 milhões.

Green IT também no foco
A área de POS não é a única aposta da Perto para crescer – tecnologias sustentáveis também estão no foco da companhia.

Tanto que, há pouco, lançou um terminal de auto-atendimento movido por energia solar, o ATM Verde.

O mercado escolhido para lançar o equipamento foi a Índia, já que, conforme o gerente de Exportações da Perto, Roberto Baur, as condições do país são ideais.

“Na Índia faz sol com muita frequência e há ocorrências diárias de falta de eletricidade. A solução é perfeita para o país”, afirma o executivo.

Para Baur, o Brasil também é um bom mercado para a solução, especialmente regiões como norte e nordeste, devido à costumeira forte incidência solar destes locais.