Susana Kakuta, gestora executiva do Tecnosinos

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O Tecnosinos, parque tecnológico localizado em São Leopoldo, será um dos três locais no Brasil a receber um centro de pesquisas em automação para a cadeia do pré-sal em parceria com a Petrobras.

A meta é aumentar a participação de pequenas e médias empresas da área de automação e eletro-eletrônica do Rio Grande do Sul nos investimentos da exploração de petróleo pré-sal, orçados pela Petrobras em US$ 33 bilhões até 2014.

“É um grande desafio para o Brasil incluir fornecedores nacionais nessa cadeia”, comenta Susana Kakuta, gestora executiva do Tecnosinos, que esteve comentando o futuro do parque no Meeting de TI da Federasul nesta terça-feira, 06.

De acordo com Suzana, o projeto já tem R$ 1,5 milhão garantidos no orçamento da União, com liberação de verbas prevista para os próximos 60 dias. A expectativa é poder atender as primeiras empresas até o final de 2010.

A execução completa tem orçamento de R$ 7 milhões e prazo de 36 meses. Os outros dois locais ficam em São José dos Campos, centro de tecnologia do interior paulista, e no Rio de Janeiro, onde a Petrobras mantém seu P&D.

O centro, que ficará na área da antiga gráfica da Unisinos, vai oferecer o equipamento e softwares necessários para que empresas façam o design, teste e prototipagem de suas soluções dentro dos requisitos de qualidade e segurança da Petrobrás, com apoio da petrolífera.

Suzana destaca a força de empresas locais como a Altus, que executou a automação do gasoduto Urucu-Manaus da Petrobrás, um projeto de R$ 50 milhões, e da Lupatech, que assinou nesta semana um contrato para fornecer R$ 140 milhões em cabos de ancoragem nesta semana.

A cidade também SKA e Max3D abriga duas das maiores revendas brasileiras de softwares da CAD e CAM, fundamentais para prototipagem.

Uma das incubadas do Tecnosinos já produz sistemas de visão que auxiliam a Petrobrás a reconhecer microorganismos presentes em áreas com petróleo no fundo do mar e outra faz sistemas de navegação para navios petroleiros.