O ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, o maior entusiasta no primeiro escalão do governo Dilma Rousseff com a produção do iPad no Brasil, admitiu que não há previsão de início das operações da montadora de tablets Foxconn em território nacional.

Em outubro, a fabricante havia estimado que produziria os iPads em sua fábrica em Jundiaí até o final deste ano.

No mesmo mês, o colega de Mercadante na pasta do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, afirmou que o projeto da Foxconn deveria demorar pelo menos um ano a mais.

Mercadante, no entanto, continuava com a ideia de um iPad made in Brasil no final do ano.

Na prática, a demora na produção, diz o ministro Mercadante, significa que os tablets da Apple continuarão a ser tributados em 36%, não se beneficiando das isenções editadas pelo governo à fabricação local.

Já a produção do iPhone deverá ser iniciada no dia 16 de dezembro, disse Mercadante.

Em abril, a Foxconn anunciou um investimento de cerca de US$ 12 bilhões no Brasil nos próximos anos, mas as negociações, desde então, têm andado a passos lentos.

Em setembro, Mercadante havia dito que um dos principais problemas para a produção local do iPad era encontrar um sócio brasileiro capacitado.

No mês passado, o empresário Eike Batista anunciou sua disposição de ser parceiro da Foxconn, ao lado do BNDES. Mas ainda seriam necessários mais sócios locais para levar o empreendimento a frente.