As fabricantes da área de informática Positivo Informática, Motorola, MXT e Aiox estão oficialmente autorizadas a fabricar tablets no Brasil contando com os benefícios fiscais do Processo Produtivo Básico (PPB).

Publicado no início de junho, o PPB, aliado à Lei do Bem, isenta as empresas do PIS/Cofins.

Segundo Aloizio Mercadante, ministro da Ciência e Tecnologia, uma das pastas por trás da articulação pela desoneração tributária sobre os tablets, o barateamento pode chegar a 40%.

Os primeiros tablets mais baratos chegarão às lojas em setembro, prometeu Mercadante no mês passado.

Com a inclusão da Motorola, um dos concorrentes do iPad (da Apple), o Xoom, pode acabar pesando menos no bolso do consumidor final. Hoje, o aparelho está à venda no Brasil por cerca de R$ 1.800.

Até a publicação dos PPBs das quatro empresas no Diário Oficial da União dessa segunda-feira 08, já tinham sido aprovados os projetos da Digibras (braço de informática da CCE), Gradiente e Greenworld.

Para se enquadrar ao PPB, a fabricação de tablets no Brasil vai demandar o uso de componentes produzidos localmente em proporções que variam entre 20% e 95%.

As quantidades terão evoluções progressivas até 2014.

Entre os componentes que terão algum nível de nacionalização estão telas sensíveis ao toque, placas-mãe e placas de  comunicação sem fio.

De acordo com Mercadante, pelo menos 15 empresas demonstraram interesse em montar tablets no Brasil.

Previsão da consultoria de mercado IDC indica que devem ser vendidos 300 mil tablets no Brasil nesse ano. No mundo, espera-se a venda de 53,5 milhões de aparelhos, segundo a mesma empresa de análise de mercado.