O primeiro chip desenvolvido no Ceitec está pronto para comercialização.

Custando R$ 3 a unidade o equipamento foi testado em parceria com a Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) em 250 vacas leiteiras durante um ano.

O equipamento teve 100% de funcionamento. O valor seria menos da metade dos similares importados.

Para Cylon Gonçalves da Silva, presidente do Ceitec, o próximo passo é avançar os estudos a cerca do chip para que o produto tenha condições de coletar maior quantidade de informações sobre o animal.

“Pretendemos alcançar até 2014 o certificado ISO para atender as demandas de nossos potenciais clientes”, disse o executivo.

Cylon apresentou os testes finais do componente no Ministério de Ciência e Tecnologia nesta quarta-feira, 08.

O componente é armazenado num equipamento que se assemelha a um brinco implantado na orelha do animal e registra informações captadas por meio de um leitor eletrônico de tecnologia RFID (Identificação por Radiofreqüência).

Com o equipamento, a pesagem do boi é feita em poucos minutos e os erros no controle manual do gado são eliminados, já que a organização das informações é totalmente eletrônica.

Para o ministro Sérgio Rezende, o produto também permite maior valor comercial da carne bovina, pois o gado rastreado impulsiona a exportação brasileira.

“O chip armazena o histórico do boi, por onde passou, quando foi vacinado, quem são os pais. O produto é importante para garantir a qualidade e a rastreabilidade da carne que estaremos vendendo para o exterior”, disse.

Com 200 milhões de cabeça de gado bovino, o Brasil é o maior exportador mundial de carne.