O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, defendeu nessa quinta-feira, 09, uma política de incentivo para desenvolvimento e montagem de games no país.

“Nós precisamos ter uma política para games. Estabelecer uma política para desenvolvimento e montagem, e de softwares para games”, disse Bernardo, segundo o site G1.

A intenção é baratear o custo do produto e gerar empregos, de forma semelhante aos incentivos anunciados para a produção de tablets no Brasil. Bernardo disse que já iniciou um “lobby” junto ao Ministério da Fazenda para tentar avançar a discussão.

“No Natal o pessoal provavelmente vai dar muito tablet de presente por conta do barateamento. Mas acho que pode ser feito isso com os games também”, declarou o ministro.

Além de desoneração, o setor pode receber incentivos como política de desenvolvimento industrial que atraia empresas estrangeiras para produzirem localmente softwares e games.

Estudo da empresa holandesa Newzoo, publicado no início de maio, mostra que o Brasil é o quarto maior mercado global em número de jogadores, com 35 milhões de usuários de jogos digitais, sendo 19,2 milhões de homens e 15,8 milhões de mulheres.

Essa foi a primeira vez em que o Brasil apareceu na pesquisa.

Os Estados Unidos lideram o ranking, com 145 milhões de usuários.

O estudo aponta que 17 milhões dos usuários brasileiros, ou 47% dos entrevistados no país, gastam com jogos digitais, seja assinando serviços on-line, ou comprando aplicativos para dispositivos móveis e consoles.

Com 26,4 milhões de usuários, os jogos casuais são os mais populares no país. Os jogos para dispositivos móveis e redes sociais vêm a seguir, ambos na faixa de 24 milhões de jogadores.

O estudo revela que os brasileiros dedicam em média 10,7 horas por semana com o entretenimento, quase o dobro gasto com a TV (5,5 horas) e se equipara às 11,3 horas no uso da internet.